Evolução no mercado de trabalho em 2012 está menos favorável, avalia IBGE

Em outubro, contingente de trabalhadores ocupados cresceu significativamente só na região metropolitana de SP

Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de novembro de 2012 | 13h35

RIO - A evolução do mercado de trabalho este ano está menos favorável do que a registrada no ano passado, segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Na passagem de setembro para outubro, o contingente de trabalhadores ocupados cresce significativamente apenas na região metropolitana de São Paulo.

Em São Paulo, houve aumento de 1,4% no total de pessoas ocupadas, o equivalente a 133 mil novas vagas. A taxa de desemprego caiu de 6,5% em setembro para 5,9% em outubro. No entanto, ainda está mais alta do que a verificada no mesmo mês do ano passado: 5,6%.

"O mercado de trabalho está menos favorável do que no ano passado. Mas não estamos dizendo que o mercado de trabalho está ruim ou que piorou.

O avanço que vemos em 2012 é que é bem inferior ao que vimos em 2011", explicou Azeredo. "Os indicadores apontam para um avanço menor no fim do ano do que ocorreu no ano passado no mercado de trabalho, de contratações", acrescentou.

Segundo o coordenador do IBGE, o mercado de trabalho reflete o cenário econômico no País. "O mercado de trabalho é resultado do que está acontecendo na economia. Se a economia não favorece, ele não reage", explicou.

Em outubro, o contingente de pessoas desocupadas cresceu significativamente na região de Recife, com alta de 17,9%, o equivalente a 18 mil pessoas a mais procurando emprego. Embora o número de desempregados tenha recuado 9,5% na região metropolitana de São Paulo, com redução de 63 mil pessoas na fila do desemprego, o movimento de Recife impediu uma queda maior na taxa de desocupação nacional. Há quatro meses a taxa de desemprego oscila próximo da estabilidade (5,4% em julho; 5,3% em agosto; 5,4% em setembro; e 5,3% em outubro).

São Paulo tem um peso de 42% na Pesquisa Mensal de Emprego, enquanto Recife pesa 7%. "Existe uma expectativa de que as demais regiões sigam a tendência de São Paulo de geração de vagas. Não vou dizer que vai acontecer, mas essa é a expectativa, em função da análise da série histórica", disse Azeredo.

"Se nessa época do ano estivéssemos vendo resultado negativo em São Paulo aí sim seria preocupante". A taxa média de desemprego no País ficou em 5,7% nos dez primeiros meses de 2012. No mesmo período de 2011, a taxa média de desemprego ficou em 6,2%.

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