Ex-diretor da Sadia é multado por informação privilegiada

Romano Ancelmo Filho teria usado artimanha para comprar ações da Perdigão

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h47

Um ex-diretor da Sadia concordou em pagar US$ 316.742 para encerrar uma acusação de ter usado informação privilegiada relacionada a uma oferta feita para comprar a concorrente Perdigão, informou nesta terça-feira, 19, o órgão regulador do mercado acionário norte-americano.A Securities and Exchange Commission (SEC) declarou que Romano Ancelmo Fontana Filho estava envolvido no uso ilegal de informações privilegiadas ao comprar ações da Perdigão antes da oferta feita pela Sadia pela concorrente e ao vender as mesmas ações antes de a Sadia desistir da proposta.Fontana fechou o acordo com a SEC sem admitir ou negar as acusações. Ele concordou em pagar 142.848,95 dólares pelo valor obtido na operação e juros, além de 173.893,13 dólares como pena civil. O executivo também fica impedido por cinco anos para servir como funcionário ou diretor de uma companhia de capital aberto. O advogado de Fontana não pôde ser localizado para comentar o assunto.Esta semana, a SEC fez acordos com um outro executivo da Sadia e um ex-funcionário do banco ABN Amro Real, em acusações parecidas.O órgão norte-americano disse que Fontana ficou sabendo da proposta que ia ser apresentada pela Sadia à Perdigão em uma conversa com o presidente do Conselho de Administração da empresa. Ele então comprou 18 mil American Depositary Shares (ADSs) da Perdigão em três transações com base em informação não-pública, segundo a SEC.Depois, Fontana vendeu todas as ADSs após participar de uma teleconferência na qual a Sadia decidiu revogar a oferta, mas antes que a informação fosse divulgada. Segundo o órgão regulador, ele obteve US$ 139.114,50 em lucro ilegal.

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