Ex-diretor do FMI morre aos 67 anos

Ele foi professor na Universidade de Chicago e participou dos últimos dois anos do governo Reagan

O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2012 | 03h05

Memória

Michael Mussa, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 1991 e 2001, morreu no domingo aos 67 anos, depois de um ataque cardíaco. "A qualidade de seu trabalho e seu bom humor o tornaram um favorito do conselho executivo. Mike não se esquivava de controvérsias nem se abstinha de manifestar suas opiniões. Isso podia ser irritante, mas era uma parte essencial de seu modo de agir, além de ser um alicerce crítico para sua eficácia em forçar os colegas e os dirigentes do Fundo a pensarem", comentou Stanley Fischer, ex-vice-diretor-gerente do FMI e atual presidente do banco central de Israel.

Mussa foi professor na Universidade de Chicago e membro do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca nos últimos dois anos do governo de Ronald Reagan (1987/88). No FMI, ficou conhecido por suas críticas aos programas de ajuste de impostos à Rússia e à Argentina. Após deixar o FMI, foi um pesquisador sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington. Suas previsões, divulgadas a cada semestre, continuaram a atrair atenção.

No último relatório, publicado em setembro, ele escreveu que "está demorando muito para que funcionários públicos e bancos centrais parem de puxar o saco e comecem a chutar o traseiro de banqueiros cujo interesse próprio diverge substancialmente do interesse público".

Em 2010, quando era um dos economistas que previam uma recuperação robusta da economia dos EUA, Mussa ressalvou: "A verdade é que o rumo da economia é incerto, e não há maneira de prever com alto grau de exatidão como as coisas vão transcorrer".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.