Ex-diretor do FMI reforça expectativa favorável com economia

O presidente do Citigroup International e ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Stanley Fischer, disse que em suas conversas com empresários brasileiros nas últimas horas sentiu "muito otimismo para 2004". Segundo ele, falou-se "muito em recessão no primeiro semestre", mas "os homens de negócios" já começam a notar que julho de 2003 foi melhor do que junho e há melhores perspectivas para o futuro. Fischer disse que o governo brasileiro "surpreendeu a todos com a adoção de práticas de estabilização da macroeconomia". Segundo ele, ?o comportamento da equipe econômica do governo federal nesses primeiros meses e os indicadores de queda nas taxas de inflação e ajuste fiscal são bastante satisfatórios". Ele estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro chegue a 2% em 2003 e 3,3% em 2004.Investimentos"O Brasil é um dos países escolhidos para que o Citigroup expanda suas atividades nos próximos anos", afirmou Fischer. Para ele, "não será amanhã, mas no futuro o Brasil vai acabar crescendo mais que países europeus , que os Estados Unidos e o Japão. No momento em que se consolidar a estabilidade haverá novo fluxo de investimento estrangeiro no Brasil". Ele reforçou que o País passou por uma grave crise no período eleitoral quando, em setembro de 2002, o risco país ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida - atingiu 2.466 pontos. Neste mês, o risco país está em patamares inferiores a 800 pontos. Fischer acredita que esta taxa deve recuar ainda mais. "Na minha opinião pessoal, o mercado está avaliando de forma inadequada", lembrando que o México está com um risco país de 227 pontos e a Polônia com 39 pontos.

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