Alexandre Cassiano/Agência Globo
Alexandre Cassiano/Agência Globo

Ex-diretora da Vale será a nº 3 do FMI

Com passagens pelos governos Itamar e FHC,Carla Grasso será uma das vice-diretoras do Fundo

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE , O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2015 | 02h04

WASHINGTON - Coordenadora executiva do programa de governo do tucano Aécio Neves, a economista brasileira Carla Grasso foi escolhida para ser a número três na burocracia do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde terá a missão de elevar a eficiência administrativa da entidade a um "nível de excelência" compatível com suas responsabilidades globais, segundo nota oficial. Carla Grasso foi escolhida para ocupar uma das três vice-diretorias administrativas do Fundo, que na hierarquia da instituição estão abaixo da diretora-gerente, Christine Lagarde, e de seu vice, David Lipton. A economista também assumirá uma nova função, a de chief administrative officer (diretora administrativa), e focará sua atuação na gestão da entidade - o que inclui orçamento, recursos humanos, tecnologia, serviços gerais e auditorias internas.

A reputação executiva de Grasso foi construída principalmente na mineradora Vale, onde ela ingressou logo depois da privatização, realizada em 1997. De 2001 a 2011, a economista foi vice-presidente de recursos humanos e serviços corporativos da companhia, que tem 138 mil empregados e operações em 38 países.

Segundo a nota do Fundo, nessa função Carla Grasso "liderou os esforços" da Vale para modernizar as áreas de recursos humanos, TI, compras, comunicações, saúde e segurança. "Carla traz excelente liderança, pensamento estratégico e forte experiência administrativa operacional", declarou Lagarde em nota. Segundo ela, a escolha da executiva foi precedida de uma "ampla busca global" por potenciais candidatos para essa "nova e vital posição no FMI".

A economista assumirá a função no dia 2 de fevereiro, depois de seu nome ser aprovado pelo conselho da instituição. Ela não será uma representante do Brasil no Fundo, mas integrante de sua burocracia administrativa e responderá a Lagarde.

O FMI tem 2.500 funcionários e 188 países-membros. A tarefa de Carla Grasso será melhorar a gestão, aperfeiçoar a estrutura tecnológica e investir em treinamento. Em nota divulgada pela entidade, a economista disse que trabalhará para "fortalecer ainda mais a instituição", em um momento em que ela deve atender "às necessidades de uma economia mundial em rápida transformação e as de todos os seus países membros".

Antes da Vale, Carla Grasso ocupou cargos públicos nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. De 1994 a 1997, ela dirigiu a Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social. Também desempenhou funções nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e na Presidência da República.

Carla Grasso tem mestrado em Política Econômica pela Universidade de Brasília. No ano passado, ela deu aulas no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo.

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