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Ex-funcionário do UBS confessa vazamento de informação

Mitchel S. Guttenberg afirmou em depoimento que sabia que informação deveria ser mantida em sigilo

Danielle Chaves, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2008 | 16h26

Um administrador de clientes institucionais confessou ser culpado em um caso interno de negócios feitos com base em informações privilegiadas sobre elevações ou rebaixamentos feitos pelos analistas do banco UBS. Mitchel S. Guttenberg, que foi membro do Comitê de Revisão de Investimentos do UBS, confessou a culpa em duas acusações de conspiração e quatro de fraude de ações em uma audiência diante da juíza Deborah A. Batts, no distrito de Manhattan, nos Estados Unidos.  "Eu sabia que essa informação deveria ser mantida como confidencial", disse Guttenberg. "Lamento profundamente minhas ações." A pena vai de 78 a 97 meses de prisão e a sentença deve ser determinada no dia 2 de junho. Guttenberg, de 42 anos, é umas das 13 pessoas acusadas no ano passado em dois esquemas separados de uso de informação privilegiada para fazer negócios irregulares antes de anúncios públicos sobre recomendações pelos analistas do UBS e antes de notícias de iminentes fusões e aquisições nas quais o Morgan Stanley atuava como consultor. Promotores alegaram que Guttenberg dividiu informações privadas sobre iminentes elevações e rebaixamentos com David Tavdy, que trabalhou como negociador em várias empresas, e Erik Franklin, um analista do Chelsey Capital e operador do Q Capital Investment Partners, entre 2001 e 2006. Na audiência desta quarta, o procurador assistente dos EUA, Andrew Fish, afirmou que a empresa de operações de curto prazo (day-trading) Jasper Capital, por meio de Tavdy, negociou mais de US$ 4 milhões com informações privilegiadas e a Chelsey Capital negociou mais de US$ 3,5 milhões. Algumas das ações negociadas por Tavdy incluem Caterpillar e Goldman Sachs Group. O julgamento de Guttenberg e Tavdy estava previsto para o próximo mês. Franklin confessou-se culpado no ano passado. Até agora, 11 pessoas, incluindo Guttenberg, já confessaram o crime.

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