Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Ex-ministro de Finanças francês vai comandar FMI

Dominique Strauss-Kahn assume a instituição no dia 1.º de novembro, no lugar do espanhol Rodrigo de Rato

O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

Os 24 representantes dos países que integram a diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) e têm direito a voto escolheram ontem o francês Dominique Strauss-Khan para ser o novo diretor-gerente da instituição, no lugar do espanhol Rodrigo de Rato. O outro candidato era o ex-primeiro-ministro checo Josef Tosovsky, proposto pela Rússia.Strauss-Kahn, de 58 anos, era o candidato da União Européia e assumirá em 1º de novembro para um mandato de cinco anos, podendo ser reeleito. Segundo um comunicado do FMI, a escolha do francês aconteceu por consenso no Conselho Executivo, que representa os 185 países-membros da instituição. Com apoio público dos Estados Unidos, além de Brasil, Argentina, Chile e Índia, a vitória do ministro socialista de Economia e Finanças da França de 1997 a 1999 era esperada.Com sua eleição, é mantido o "pacto de cavalheiros" entre Europa e Estados Unidos - pelo qual foram divididos os cargos de poder no FMI e no Banco Mundial desde sua fundação, em 1944 -, já que contam com o maior número de votos no Conselho Executivo. Até agora, o diretor-gerente do fundo sempre foi europeu e a presidência do Banco Mundial sempre esteve nas mãos de americanos. Atualmente, Robert Zoellick, ex-braço direito de Condoleezza Rice no Departamento de Estado americano, está à frente do Banco Mundial.REFORMAApós a assembléia anual conjunta do FMI e do Banco Mundial, em junho, Rato anunciou que deixaria a direção do fundo em outubro, por razões pessoais. Durante seus mais de três anos à frente do FMI, ele quis deixar sua marca na reforma interna do organismo.Strauss-Khan, que se descreve como "o candidato da reforma", disse recentemente que dará continuidade aos esforços para mudar a estrutura de poder do FMI e seu papel na economia mundial. Em comunicado divulgado após o anúncio de sua escolha, ele disse que, "tendo em vista a forte legitimidade derivada do apoio muito amplo que recebi, notavelmente por parte de países emergentes e de baixa renda, estou determinado a levar adiante sem demora as reformas necessárias para que o FMI faça a estabilidade financeira servir à comunidade internacional, ao mesmo tempo fomentando o crescimento e o emprego".O ex-ministro francês informou que concorda com as propostas de um estudo encomendado pelo FMI que o recomendou investir uma parte maior seus recursos e vender "uma parte limitada" de suas reservas de ouro. E afirmou que a instituição, que tem 2.700 funcionários, deve controlar melhor suas despesas. Essas medidas são uma tentativa de resolver os problemas orçamentários do FMI, que vem perdendo suas fontes de financiamento, já que cada vez menos países pedem empréstimos ao fundo.ELOGIOS Rodrigo de Rato, que fica no FMI até 31 de outubro, elogiou a escolha de Strauss-Kahn. "Trabalhei com Dominique, o conheço há anos e sei que possui a experiência, a visão e a dedicação necessárias para liderar de maneira bem-sucedida o FMI neste momento importante."O espanhol se disse ansioso para trabalhar com Strauss-Kahn para assegurar uma "transição suave". E destacou o processo de seleção do Conselho Executivo, que qualificou de "transparente e competitivo". Rato foi responsável pela política econômica da Espanha entre 1996 e 2004, quando assumiu o cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, no dia 7 de junho. Na sua gestão, o fundo aprovou seu maior plano de reforma para redistribuir o poder entre os países membros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.