Behrouz Mehri / AFP
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Carlos Ghosn deixa prisão domiciliar no Japão e viaja ao Líbano

'Não fugi da justiça - escapei da injustiça e da perseguição política', afirmou o ex-presidente da Renault-Nissan

Com agências internacionais, O Estado de S. Paulo

30 de dezembro de 2019 | 19h32
Atualizado 02 de janeiro de 2020 | 17h36

O ex-presidente da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, que estava em prisão domiciliar em Tóquio aguardando julgamento, confirmou nesta terça-feira, 31, que está no Líbano. Em comunicado, ele afirmou que não será "refém" de um sistema em que se presume a culpa. "Não fugi da justiça - escapei da injustiça e da perseguição política", disse.

Segundo a imprensa internacional, ainda não está claro como Ghosn, que tem tanto a cidadania francesa quanto a libanesa, poderia deixar o Japão, onde cumpria prisão domiciliar. No comunicado, Ghosn afirmou que irá falar com a mídia na próxima semana.

Seu principal advogado afirmou nesta terça estar "pasmo" com as notícias. Ele assegurou que não tinha contato com Ghosn e que soube dos acontecimentos pela televisão. 

De acordo com o jornal Financial Times, ele desembargou no aeroporto Rafic al-Hariri, em Beirute. Segundo a imprensa local, ele chegou à capital libanesa em um jato privado.

Ghosn enfrenta quatro acusações, incluindo ocultação de renda e enriquecimento irregular. O ex-executivo nega as acusações. Segundo seus advogados, os promotores conspiraram com funcionários do governo e executivos da Nissan para prejudicá-lo.

Ele foi preso pela primeira vez em novembro de 2018, sendo solto quatro meses depois, após pagar fiança. Em abril, um mês depois de ser solto, o brasileiro foi preso novamente, sob novas acusações. 

Após pagar uma nova fiança, Ghosn novamente deixou a prisão, ainda em abril, sujeito a condições rigorosas de fiança, o que exigia que ele ficasse no Japão. / COM REUTERS, AFP

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