Matheus Lombardi/XP
Matheus Lombardi/XP

Ex-parceira da XP, Acqua Vero terá de pagar R$ 134 milhões à corretora

Justiça indefere liminar que suspenderia a exigência da cobrança imediata da multa de R$ 134 milhões; valor seria devido por quebra de contrato por parte de escritório de agentes autônomos, que recentemente migrou para o BTG Pactual

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2021 | 20h45
Atualizado 03 de junho de 2021 | 07h01

O escritório de agentes autônomos Acqua Vero terá de pagar uma multa de R$ 134 milhões à XP por quebra de contrato. A decisão da Justiça ocorreu nesta quarta-feira, 2, após o escritório ter entrado com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para questionar o valor da multa, apurou o Estadão. A Justiça indeferiu  liminar que suspenderia a exigência da cobrança imediata da multa. O mérito do caso ainda será julgado.

A quebra de contrato teria ocorrido após a saída da Acqua da XP, para se associar ao BTG Pactual. O valor de R$ 134 milhões corresponderia ao valor pago pela XP ao escritório no ano passado. A multa, na prática, significaria a devolução dessa quantia. O escritório estava entre os maiores da corretora, com R$ 8,5 bilhões em ativos sob custódia.

Ao entrar com ação na Justiça, a Acqua Vero alegou que a XP não agiu de forma correta no período de “aviso prévio”, o que teria acarretado prejuízos para o escritório – argumento que não foi aceito pelo TJ, que decidiu em favor da corretora.

Nesta quarta-feira, 2, para responder à saída recente de escritórios de agentes que migraram ao BTG, a XP abriu dados relativos à taxa de retenção de ativos sob custódia. A maior corretora do País afirmou que o porcentual tem sido de 80%, o que significa que apenas 20% dos clientes dos escritórios optaram por transferir seus recursos.

Procurada, a Acqua Vero diz que a decisão envolve apenas uma decisão liminar e que o mérito da ação ainda será analisado e que, assim, a ação “ está apenas começando”.  “A Acqua-Vero irá avaliar as medidas cabíveis a serem tomadas”, diz. 

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