Paulo Giadalia/Estadão
Paulo Giadalia/Estadão

Ex-presidente da Braskem se apresenta a juiz nos EUA e declara ser inocente

Durante sessão em tribunal de Nova York, José Carlos Grubisich pediu para que mulher requisitasse ajuda de Joesley e Wesley Batista

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2019 | 20h03

NOVA YORK - O ex-presidente da petroquímica Braskem, José Carlos Grubisich, declarou ser inocente perante o juiz Raymond Dearie, da Corte Distrital da região leste de Nova York. Nos Estados Unidos, o executivo tem três acusações de conspiração pelo Departamento de Justiça (DoJ) americano para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro relativas à sua passagem como executivo da companhia. Seu advogado, Glen Kopp, solicitou sua liberdade com o pagamento de fiança, que só deverá ser analisada por um outro magistrado, Steven Gold, na sexta-feira ou na próxima segunda. Enquanto isso, Grubisich continuará preso em Nova York.

Kopp solicitou ao juiz Dearie que Grubisich pudesse trocar algumas palavras com a esposa, Katia Grubisich, que observava a sessão do lado externo do tribunal. “Katia, fica em paz. Tá tudo bem. Liga para o Miguel, em Miami, e veja como ele pode ajudar com a garantia de imóvel. Liga também para o Joesley e o Wesley”, comentou o ex-presidente da Braskem, vestindo um terno azul marinho e camisa clara. A esposa, emocionada, observava atentamente e fazia gestos que entendia a mensagem com a cabeça e não falou nada.

Fora do tribunal, o Broadcast perguntou a Katia Grubisich se Joesley e Wesley eram os empresários irmãos da família Batista, controladores do grupo J&F. “São sim. Meu marido pediu a ajuda do Joesley Batista porque trabalhou com ele no passado.” Ela apontou que estava “perplexa” com a prisão de Grubisich, pois a acusação estava relacionado com fatos que ocorreram “há vários anos”, quando era dirigente da Braskem. “Chegamos hoje de São Paulo para Nova York onde iríamos passar uma semana de férias.”

O advogado Glen Kopp explicou que é normal nos EUA que um preso estrangeiro possa solicitar a um amigo que tenha imóvel dar o bem como garantia para mostrar ter recursos disponíveis para fazer frente às despesas jurídicas, como a fiança.

“A solicitação de liberdade sob fiança será uma das nossas frentes de atuação neste momento”, comentou Kopp. Ele não quis comentar as acusações do governo americano contra Grubisich. “Só posso limitar-me a dizer que meu cliente é inocente.”

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