Wong Maye-E/AP
Wong Maye-E/AP

Ex-presidente da Interpol se declara culpado por crime de corrupção

Meng Hongwei é o enésimo líder comunista afetado pela campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping em 2013, logo após sua chegada ao poder

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2019 | 04h20

PEQUIM - O ex-presidente chinês da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), que desapareceu misteriosamente no ano passado, se declarou culpado pelo crime de corrupção durante julgamento que ocorreu em Tianjin, no norte da China, nesta quinta-feira, 20.

Meng Hongwei, ex-vice-ministro de Segurança Pública, "mostrou arrependimento" por aceitar 14,46 milhões de yuans (US$ 2,1 milhões) em subornos, disse o Tribunal Popular Intermediário nº 1 de Tianjin nas redes sociais. "O veredicto será anunciado em data posterior", escreveu.

O ex-presidente da Interpol é o enésimo líder comunista afetado pela campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping em 2013, logo após sua chegada ao poder. Segundo dados oficiais, 1,5 milhão de executivos do Partido Comunista da China (PCC) foram sancionados.

Meng Hongwei desapareceu da Interpol em setembro de 2018, após uma viagem à China. Ele foi preso em seu país. Em março, foi expulso do PCC e de todos os cargos oficiais.

Sua esposa, Grace Meng, e seus dois filhos obtiveram asilo político na França em maio, segundo seu advogado. A mulher, que alegou temer por sua segurança, denunciou uma tentativa de sequestro. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.