Ex-presidente da Usiminas morre em BH

Funcionário da mineradora por 37 anos, comandou o Instituto Brasileiro de Siderurgia por dois mandatos

Marcelo Rehder, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2011 | 00h00

RINALDO CAMPOS SOARES 1939 - 2011

O ex-presidente da Usiminas Rinaldo Campos Soares morreu ontem em Belo Horizonte. Ele tinha 72 anos e sofria de câncer. De acordo com o hospital Felício Rocho, Soares estava internado desde o dia 14 de abril e a morte foi em decorrência de falência múltipla de órgãos.

O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, lamentou, em nota, a morte de Soares. Segundo Brumer, a vida do ex-presidente da siderúrgica se confunde com a própria história da Usiminas e com o desenvolvimento da siderurgia no País .

Soares trabalhou 37 anos na empresa, de 1971 a 2008. A privatização da Usiminas e a consolidação da Companhia Siderúrgica Paulista foram conduzidas na sua gestão. "Seu legado permanecerá expresso em nossas usinas, fábricas e escritórios, e também nas comunidades onde a empresa se faz presente", disse Brumer.

Mineiro de Divinópolis, Soares era engenheiro de Minas e Metalurgia, formado em 1963 pela Escola de Minas de Ouro Preto. Fez doutorado em Metalurgia, pela Universidade de Paris, e trabalhou quatro anos na França, na área de metalurgia física. Voltou ao Brasil no fim de 1967, e tornou-se coordenador de pesquisas industriais do Instituto Costa Sena, da Fundação Gorceix. Em 1971, ingressou na Usiminas como assessor do Departamento de Engenharia Industrial. Dentro da siderúrgica, passou por quase todas as áreas, o que lhe conferiu experiência em todos os processos da cadeia siderúrgica. Em 1990, foi escolhido para comandar a Usiminas. Também presidiu, por dois mandatos, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Soares tinha duas paixões: os netos e o futebol. Ele foi jogador da equipe amadora Apoteose e conselheiro de seu time do coração, o Atlético Mineiro.

O corpo de Rinaldo Campos Soares foi velado na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais. Nesta sexta-feira, será levado para Ipatinga, para depois ser cremado na região metropolitana de Belo Horizonte.

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