Ex-presidente da WorldCom é condenado a 25 anos de prisão

O ex-presidente da WorldCom Bernard Ebbers foi condenado nesta quarta-feira a 25 anos de prisão após ser declarado culpado de uma fraude de US$ 11 bilhões que levou a empresa a pedir concordata. A sentença foi ditada pela juíza Barbara Jones um dia após rejeitar um pedido para a realização de um novo julgamento formulado pelos advogados de Ebbers, que recebeu a ordem de se apresentar na prisão em 12 de outubro.Após conhecer a decisão judicial, o advogado de Ebbers, Reid Weingarten, disse à imprensa que recorrerá da pena. A sentença foi divulgada quatro meses depois de um tribunal declarar Ebbers culpado de todas as acusações contra ele: conspiração, fraude e falsificação de documentos destinados aos organismos reguladores. Pouco antes de ditar sentença, a juíza comentou que o ex-empresário merecia uma pena severa, de entre 30 anos e prisão perpétua, por ter instigado a fraude. No entanto, autorizou a Promotoria e os advogados de defesa a falarem uma última vez antes de tomar uma decisão.A defesa estimou que as elevadas perdas dos investidores não deviam determinar a pena, já que, na sua opinião, fatores econômicos também influíram na queda dos títulos da WorldCom na Bolsa após o escândalo vir à tona. Também alegou que as perdas estimadas pelas autoridades eram maiores do que as reais, algo que foi rebatido pelo promotor David Anders.O acusado sustentou que não conhecia a fraude e que não viu documentos financeiros importantes que mostravam claramente irregularidades contábeis. O ex-presidente da WorldCom, que deixou o tribunal sem fazer declarações, é o único dos seis diretores da empresa acusados que manteve sua declaração de inocência, já que os outros reconheceram seu envolvimento para se beneficiar de uma pena menor do que a que poderiam receber.Na semana passada, o ex-empresário chegou a um acordo com as autoridades pelo qual entregava a maior parte de suas posses, calculadas entre US$ 30 e 45 milhões, para um fundo de liquidação, a fim de indenizar os acionistas prejudicados. A WorldCom, que foi reestruturada sob o nome de MCI, amparou-se em 2002 na lei que protege as empresas em concordata. O escândalo veio à tona quando se soube que os diretores tinham manipulado as contas da empresa. A fraude contábil da WorldCom totalizava US$ 11 bilhões, e a dívida era de US$ 41 bilhões.

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