Ex-presidente do banco Econômico é inabilitado por 20 anos

A CVM decidiu inabilitar o ex-banqueiro Angelo Calmon de Sá, dono do banco Econômico, por 20 anos. Durante esse prazo, ele não poderá administrar companhias abertas no Brasil. A penalidade dada pela autarquia é a punição máxima permitida pela lei. O banco sofreu intervenção em 1995.O relator do processo, Eli Loria, afirmou que a autarquia decidiu não aplicar multa neste caso porque está sujeito às regras antigas, vigentes até 1997, que previa um teto máximo de cobrança de R$ 3,6 mil. "Considero a inabilitação uma penalidade mais forte". O presidente da CVM, Marcelo Trindade, admitiu que a defasagem entre a abertura do inquérito e julgamento prejudica os efeitos da punição. "A eficiência se perde muito com o passar dos anos", disse. "Apesar da complexidade do caso, ele revela a necessidade de agilizar esses processos." A autarquia inabilitou também Roberto Antonio Alves, por dez anos, e Roberto Videira Brandão, por cinco anos. Foram inabilitados por três anos: Luiz Ovídio Fischer, Roberto Calmon de Barros Barreto Filho, José Bandeira de Mello Júnuior e Vital de Freitas Santos Souza Filho. Foram absolvidos Lucilo Pelosi, Reynaldo Viarola, Jefferson de Souza Almeida e José Roberto David de Azevedo.

Agencia Estado,

08 de julho de 2004 | 18h31

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