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Ex-presidente do BC Gustavo Franco teme contágio

A atual crise no segmento de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos não deve ter maiores conseqüências se ficar restrita aos hedge funds, avaliou o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, sócio da Rio Bravo Investimentos. "Se os problemas de liquidez não atingirem os bancos, a vida segue", disse. Ele evitou comentar a decisão do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve de injetar recursos para aliviar a falta de liquidez em seus mercados. Mas considerou que, em momentos de crise, muitos ativos de boa qualidade acabam sofrendo por conta da indisposição momentânea dos investidores.Para o economista, as autoridades reguladoras deverão tomar providências se a crise comprometer o capital dos depositantes das instituições financeiras. Ele defendeu maior controle sobre as operações dos fundos hedge (que investem em diversos ativos). Franco, que ontem participou do 4º Seminário Anbid de Direito do Mercado de Capitais, comparou a última crise "verdadeira" no mercado - a quebra do fundo LTCM, em 1998, que levou o risco País a bater os 2000 pontos - com a turbulência atual, que levou o indicador a pouco mais de 200 pontos. "Felizmente, a melhora na qualidade da gestão da política econômica nos últimos anos agora nos protege", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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