Brendam Smialowski/AFP
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Ex-presidentes do Fed pedem para Trump respeitar a independência da instituição

Banco central americano é alvo constante de ataques e pressões por parte do presidente dos Estados Unidos

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2019 | 02h14

WASHINGTON - Quatro ex-presidentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) exigiram nesta segunda-feira, 5, que Donald Trump respeite a independência da instituição, acusada pelo presidente dos Estados Unidos de frear a economia do país. 

A coluna publicada no The Wall Street Journal - assinada em conjunto por Paul Volcker, Alan Greenspan, Ben Bernanke e Janet Yellen, ex-titulares do Fed - defende a instituição e seu atual presidente, Jerome Powell, alvo constante de ataques e pressões por parte de parte de Trump, a quem o texto se refere, mas nunca menciona pelo nome. 

"Estamos convictos de que o Fed e seu presidente devem ser autorizados a agir de forma independente e no melhor interesse da economia, livres de pressões políticas de curto prazo e, em em particular, sem a ameaça de demissão ou degradação dos líderes do Fed por razões políticas ", escreveram os quatro autores. 

Trump acusou a entidade monetária e seu presidente de avaliar erroneamente a situação econômica do país no final de 2018 e ter aumentado as taxas de juros em um momento em que a economia estava começando a mostrar sinais de desaceleração.

O presidente chegou a dizer que, se não fosse pelo erro do Fed, o crescimento econômico teria dobrado os atuais 2% e o Dow Jones estaria 10 mil pontos acima do seu valor - o que não foi confirmado pelos economistas.

O Fed baixou as taxas na última quarta-feira, 31, pela primeira vez em 11 anos, mas Trump endossou as críticas, dizendo que o banco central americano precisaria agir de modo mais agressivo para relaxar a política monetária.

Na coluna, ex-chefes do Fed admitem que a instituição pode cometer erros, mas as decisões tomadas "foram melhores porque foram produto de avaliações não partidárias ou políticas, baseadas em interesses econômicos de longo prazo, e não motivadas por vantagem política a curto prazo ". / AFP

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