Ex-secretário do Tesouro dos EUA critica protecionismo do Brasil

O economista Lawrence Summers, presidente da Universidade de Harvard e ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, disse hoje que Brasil deveria reduzir as barreiras e tarifas, em vez de ficar se protegendo e querer apenas aumentar as exportações. "Apesar de o Brasil destacar o protecionismo de outros países, uma abertura maior do mercado brasileiro traria muitos benefícios", disse Summers, que está no Brasil para encontros com representantes de universidades. Summers elogiou o comprometimento do governo com a estabilidade. "O Brasil está mais próximo da virtude fiscal do que do vício fiscal", disse. Mas fez um alerta: "Neste momento, é crucial que nem as autoridades nem o público fiquem complacentes e suponham que o trabalho já terminou (a estabilidade foi conquistada)", disse. "A credibilidade não pode ser comprada, apenas alugada, e ela leva muito tempo para ser construída". O ex-secretário do Tesouro norte-americano defendeu o regime de metas de inflação, ao dizer que afastar-se dele em um regime de câmbio flutuante seria cortejar a volta da inflação alta. "Não existe uma estratégia alternativa, além de trabalhar próximo ao FMI, manter a disciplina fiscal e tornar a arrecadação mais eficiente" Segundo ele, o Brasil só criará condições para um crescimento sustentado nos próximos 5 a 10 anos com "reformas estruturais, marco regulatório e desenvolvimento do capital humano."

Agencia Estado,

31 Março 2004 | 19h12

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