Exame de DNA pode ligar Strauss-Kahn a suposta vítima de abuso

Provas encontradas na roupa de uma camareira de hotel tinham ligação com amostras de DNA entregues pelo ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn, que foi acusado de atacá-la sexualmente, de acordo com a mídia norte-americana.

REUTERS

24 de maio de 2011 | 12h11

Os resultados do teste foram consistentes com o que autoridades judiciárias disseram sobre a relato fornecido pela funcionária, afirmou o jornal The New York Times, citando uma pessoa informada sobre o assunto.

O Wall Street Journal também relatou que os testes mostraram que a amostra de DNA de Strauss-Khan combina com o sêmen encontrado na blusa da denunciante, citando autoridades judiciárias.

Outros resultados do teste, incluindo com amostras tiradas do carpete da suíte do hotel, estão pendentes, disse o New York Times.

Os dois jornais afirmaram que Benjamin Brafman, advogado de Strauss-Kahn, se recusou a comentar.

Indagado sobre os resultados de DNA, o porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, Paul Browne, disse: "Detetives experientes do departamento acharam o relato da denunciante crível logo de saída, e desde então nada os fez mudar de ideia".

Strauss-Kahn enfrenta acusações de ataque sexual e tentativa de estupro contra a camareira do hotel Sofitel de Nova York no dia 14 de maio. Ele está detido em um apartamento em Manhattan sob escolta armada após ser solto sob fiança.

Em uma carta de segunda-feira aos funcionários do FMI, Strauss-Kahn negou com veemência as acusações e chamou os eventos a propósito de sua prisão de "um pesadelo pessoal".

Numa correspondência distribuída à equipe do FMI por e-mail pelo diretor-gerente interino John Lipsky, Strauss-Kahn se desculpou pelo tormento que sua situação causou ao fundo de empréstimos global e disse estar confiante de que será exonerado.

A carta reflete sobre sua chegada ao Fundo em 2007 e explica o raciocínio por trás de sua renúncia na quarta-feira passada.

"Nego nos termos mais fortes possíveis as alegações que ora enfrento; tenho confiança de que a verdade surgirá e serei exonerado", disse ele. Uma cópia da carta foi obtida pela Reuters.

(Reportagem de JoAnne Allen, Michelle Nichols e Lesley Wroughton)

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