Excedente de aço chinês preocupa, diz Ternium

O presidente da Ternium, Daniel Novegil, afirmou nesta quarta-feira, 8, que distorções criadas pelo excedente de produção de aço na China vêm provocando desindustrialização e perda de emprego na América Latina. O setor, segundo ele, tem que apresentar propostas ao governo para reverter esse quadro.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

08 de maio de 2013 | 15h46

Durante o 24º Congresso Brasileiro do Aço, o executivo lembrou que um terço do excedente mundial de aço está na China, que opera com unidades obsoletas. Para reduzir os estoques, a gigante asiática tem voltados baterias para a América Latina, que já é o principal mercado consumidor do país.

Essa inundação de aço chinês vem contribuindo para uma desindustrialização dos países da região. Novegil citou um estudo que mostra que, para cada US$ 1 milhão em aço importado, de 39 a 64 empregos são perdidos em países como o Brasil, México, Argentina e Colômbia. "A América Latina se tornou um mercado muito importante para a China", ressaltou.

No evento, o executivo ressaltou a importância de se buscar alternativas para mudar esse quadro, principalmente pelo fato de o aço, muitas vezes, chegar à região com subsídios ou sob prática de dumping, o que reduz ainda mais a competitividade do setor siderúrgico nacional frente ao chinês.

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