Excesso de cortes pode deixar executivo 'isolado'

A rápida troca de equipe por um executivo recém-chegado pode ser reflexo de deficiências do gestor, e não da equipe que já está na empresa, afirma Fernanda Pomin, sócia-diretora da Korn/Ferry International. Ela afirma que, ao exagerar na dose de demissões, o executivo pode se ver "cego e isolado". "Quando se manda funcionários embora, perde-se também o histórico e o conhecimento sobre a empresa que eles carregavam", afirma.

, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

Na hora de planejar cortes, diz Fernanda, é preciso que o executivo se pergunte se não está cansado de lidar com uma situação complexa - e, por isso, opta pela demissão, que parece ser a alternativa mais fácil naquele momento. "Nos primeiros três meses, é preciso chegar mais ouvindo do que falando. As demissões devem se restringir àqueles de baixa performance ou aos que resistem às diretrizes." A executiva defende também medidas "alternativas" a cortes, como mudanças de função: "É preciso conferir se o funcionário não pode ter outras habilidades."

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