Execução de dívida da Vasp depende de depósito de R$ 40 milhões

A empresa GBDS S.A., que negocia a compra da Vasp, deve depositar até às 13h de hoje os R$ 40 milhões exigidos pela 14ª Vara do Trabalho de São Paulo como caução para que a dívida da empresa não seja executada. Segundo um interlocutor da Vasp, o depósito dos recursos numa conta judicial aberta no Banco do Brasil faz parte das negociações para a venda do controle acionário da Vasp. Esse interlocutor contou ao Estado que a GBDS S.A. fará o depósito determinado pela Justiça do Trabalho para que seja suspensa a intervenção na companhia permitindo, assim, que o empresário Wagner Canhedo reassuma o controle acionário da Vasp. Uma vez que a empresa volte a operar, as negociações entre as duas empresas poderiam ser concluídas e o controle acionário transferido para a GBDS. O valor do depósito será considerado como parte do pagamento pela compra da Vasp.O depósito foi acertado em um acordo firmado na Justiça do Trabalho na última sexta-feira e deve acontecer em forma de carta de fiança emitida pelo Banco do Brasil. A dívida trabalhista total da empresa está em torno de R$ 75 milhões. A vice-presidente, Joicy Von Stwezzer, e o vice-presidente de Finanças da GBDS, Marco Antônio Faria, participaram da assinatura do acordo como partes interessadas na aquisição da Vasp. O interlocutor da empresa disse que mais de 90% das ações da companhia são de Canhedo ou de outras empresas também de propriedade dele. Segundo fontes do setor, a GBDS já fez uma auditoria na Vasp mas as negociações devem se estender por mais alguns meses. Segundo mesma fonte, é preciso fazer o cruzamento dos créditos da companhia. A Vasp está sob intervenção judicial desde março deste ano. Com o depósito, os controladores podem voltar a assumir a direção da companhia. No entanto, até 1º de setembro os bens da empresa continuarão indisponíveis, exceto as contas bancárias. Dois representantes do Sindicato Nacional dos Aeronautas e dois representantes do Sindicato Estadual dos Aeroviários, acompanharão o cumprimento do acordo firmado pela Vasp.Pelo acordo firmado com a Justiça do Trabalho, a Vasp quitará a folha de pagamento em atraso até o dia 3 de junho, inclusive quanto aos recolhimentos previdenciários e fiscais. Também pagará as verbas rescisórias dos empregados dispensados, que tenham ou não ajuizado ações trabalhistas, até o dia 17 de junho de 2005. A empresa ainda terá de regularizar todas as pendências do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) junto à Caixa Econômica Federal, todos os recolhimentos de previdência privada junto ao fundo de pensão Aeros e os recolhimentos previdenciários junto ao INSS até o dia 29 de julho de 2005. A Vasp ainda se comprometeu a manter por dois anos o nível de emprego verificado entre 2003 e 2004.

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