Executiva Nacional dos Bancários recomenda suspensão da greve

A Executiva Nacional dos Bancários decidiu na manhã desta quinta-fera, após reunião em Brasília, recomendar aos sindicatos locais que aprovem em assembléias a suspensão temporária da greve nacional da categoria, que hoje completa 30 dias e está mais concentrada no Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal."Essa decisão não decorre da solicitação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) - que ontem pediu a suspensão da greve até o julgamento do dissídio coletivo, agendado para o dia 21 -, mas porque entendemos que era preciso dar uma sinalização de boa vontade para retomarmos as negociações com os bancos", disse à Agência Estado o presidente nacional da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas.De acordo com ele, a proposta é de suspensão da greve até o dia 20, quando uma nova assembléia nacional deve decidir por uma paralisação nacional no dia 21, data do julgamento do TST, caso bancos e trabalhadores não cheguem a um acordo.Bancários decidem hojeO Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região marcou encontro para as 15h, enquanto o Sindicato dos Bancários de Brasília fará a reunião às 17h, ambas para avaliarem a recomendação da Executiva. Nas demais capitais, caberá a cada sindicato agendar sua assembléia.Ainda hoje, segundo Freitas, os bancários procurarão a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para solicitar a retomada das negociações. "Suspenderemos a greve como um gesto político, mas falta um pouco de vontade da Fenaban e dos bancos públicos para conduzir o processo de negociação", afirmou.Julgamento do dissídio coletivoA insistência dos sindicalistas para a volta das negociações tem o objetivo de evitar o julgamento do dissídio coletivo no TST, na próxima semana. "Na correlação de forças, os interesses dos bancos e do governo são mais fortes do que os dos bancários e nossa avaliação, nesse momento, é que os trabalhadores deverão ser prejudicados com o julgamento do dissídio", explicou.Ontem, o presidente do TST, ministro Vantuil Abdala, designou o ministro Antônio Barros Levenhagen para relatar o processo. A última proposta da Fenaban propunha reajustes de 8,5% a 12,7%, enquanto os bancários propuseram, na semana passada, reajuste de 19%.

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