Executivo da Varig não crê em fusão antes do final do ano

O vice-presidente executivo da Varig, Carlos Martins, disse hoje que não acha possível que a fusão da companhia aérea com a TAM seja efetivada antes do final do ano. Martins lembrou que o contrato de associação entre as duas empresas foi assinado e está em análise no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele ressaltou que a Varig mantém o contrato, que representa a única alternativa viável para a companhia até o momento.O executivo defendeu a importância de um marco regulatório para o setor aéreo e disse que preferia vê-lo implantado antes da fusão. Martins comentou que a fusão é boa para o mercado mas deveria ser feita em condições mais favoráveis para a Varig. Questionado se essas condições incluiriam uma maior participação acionária na futura empresa, ele disse que sim sem detalhar qual seria o porcentual adequado. Martins também afirmou que a Varig não tem necessidade de contar com o empréstimo-ponto do BNDES. "A Varig precisa de um aval do BNDES", declarou, explicando que com isso poderia retornar às ações normais com os agentes econômicos que foram afetadas pela crise. O vice-presidente da Varig ressaltou que a companhia conseguiu reduzir seu prejuízo em 72% no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2002, o que corresponde a uma queda de R$ 291 milhões.

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