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Executivo de siderúrgica é o mais pessimista

Os presidentes de companhias siderúrgicas estão mais pessimistas e cautelosos que os líderes de outros setores em razão do cenário de incerteza econômica. Segundo pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers, 58% dos executivos do setor esperam que a economia global piore em 2012, acima da média de 48% entre os executivos.

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h08

O levantamento foi feito com base em 1.258 entrevistas em 60 países, durante o último trimestre de 2011. Para 48% dos executivos do setor de siderurgia, a retração econômica limitará o potencial de negócios na área. Além disso, 30% não estão muito confiantes no aumento de receita de suas empresas nos próximos 12 meses, porcentual bem superior aos 12% registrados no universo geral da pesquisa.

No Brasil, os líderes de empresas siderúrgicas enfrentam também desafios como o efeito do câmbio sobre seus custos e receitas, bem como a demora na obtenção de licenças ambientais para novos projetos. "Esses aspectos, aliados à pesada carga tributária no País, estão exigindo um esforço adicional por parte dos CEOs para encontrar o equilíbrio que permita obter o melhor resultado dentro deste contexto global", avalia o sócio da Price, Ronaldo Valiño, da área de mineração e siderurgia.

A inflação é uma preocupação para 53% dos presidentes dessas empresas e, para 70%, a volatilidade da taxa de câmbio é motivo de preocupação. O custo da energia é apontado como um limitador para o crescimento das usinas siderúrgicas por 75% dos entrevistados. O principal caminho citado como solução para essa questão é a melhoria de processos, na qual 80% dos CEOs dizem estar investindo.

Cerca de 40% dos executivos declaram que o custo com pessoal está superando as previsões e mais de um terço diz que a escassez de profissionais qualificados dificulta a inovação e o cumprimento das metas. Diante desse quadro, dois terços afirmam que planejam mudanças estratégicas para tentar enfrentar adversidades econômicas e o aumento da concorrência.

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