Executivo do WhatsApp e Zuckerberg criticam bloqueio do app

Presidente-executivo da empresa, Jan Koum acredita que o Brasil se 'isola do mundo' com o cumprimento da decisão judicial

O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2015 | 07h00

A decisão da 1ª Vara Criminal de São Bernardo de bloquear o WhatsApp por 48 horas foi reprovada por Jan Koum, cofundador e presidente-executivo da empresa, e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que comprou o aplicativo em 2014 por US$ 19 bilhões. Através de textos publicados no Facebook nesta quinta-feira, 16, os executivos acreditam que os maiores prejudicados serão os usuários brasileiros e classificaram o episódio como "triste".

"Estamos desapontados com essa decisão míope de bloquear o acesso ao WhatsApp, uma ferramenta de comunicação da qual muitos brasileiros se tornaram dependentes, e é triste ver o Brasil se isolar do mundo", escreveu Koum. Horas depois, Zuckerberg fez um pronunciamento no mesmo tom.

"Este é um dia triste para o país. Até hoje o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online", diz um trecho da reclamação do executivo. O aplicativo começou a sair do ar por volta das 23h30 de quarta-feira, 16, e uma hora depois já não era mais possível enviar mensagens.

As operadoras de telefonia foram obrigadas a bloquear o acesso dos usuários brasileiros aos domínios whatsapp.com, whatsapp.net e outros subdomínios também pertencentes ao WhatsApp. As operadoras fixas e móveis estão obrigadas a cumprir a decisão, o que vai impedir as pessoas de usar o aplicativo tanto quando seus dispositivos se conectarem à internet por meio das redes 3G/4G, mas também via redes Wi-Fi. A versão web do serviço também ficará fora do ar no Brasil.

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