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Executivo vê desequilíbrio entre oferta e déficit habitacional

O diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Emílio Fugazza, destaca o fato de que a região metropolitana de São Paulo tem uma população que se aproxima de 20 milhões, enquanto o volume de lançamentos nos últimos dois anos ficou em 66 mil unidades.

O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2015 | 02h06

Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram 34,2 mil em 2013 e 31,7 mil em 2014. "Desta forma, existe déficit habitacional", analisa Fugazza. "E a demanda na região metropolitana não está sendo atendida pela oferta."

Ele garante que até o momento não vê sinal de queda no valor dos imóveis da Eztec. "Ao contrário, temos encontrado oportunidades em regiões pouco ofertadas, onde a retenção de valor é uma realidade", diz.

O diretor da NS Construtora, Luiz Fernando Ferraz Bueno, liga o comportamento da economia brasileira neste ano com projeções modestas para 2016.Tanto Bueno quanto Fugazza acreditam que o mercado deverá ficar mais cauteloso em consequências das mudanças nas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal para imóveis usados e, principalmente, com a elevação das taxas de juros dos bancos.

"Sempre que há alta nos juros, os recursos ficam mais escassos, mas o essencial é que eles não faltem", ressalta Bueno. "O momento é de prudência e, portanto, deve haver impacto tanto para os imóveis novos como para usados."

Segundo ele, o Brasil deverá passar por uma reorganização na sua economia. "Certamente, não será concluída apenas em um exercício fiscal", prevê.

Para acelerar essa reorganização, Bueno diz ser fundamental uma reação do poder público com apresentação de medidas e posturas confiáveis. "Também é preciso investir na melhoria dos processos burocráticos, inovação tecnológica e qualificação da mão de obra para racionalizar o processo de incorporação e construção, excessivamente demorado", afirma.

Ao lado da Gafisa, Even, NS e Eztec, o ranking das construtoras que ganharam o Top Imobiliário inclui a MRV, Tibério, Plano & Plano, Cyrela, Odebrecht e Toledo Ferrari.

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