Daniel Teixeira/Estadão
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Executivos apostam no crescimento global, mostra pesquisa

Responsabilização por falha de conduta das organizações aparece entre as maiores preocupações

Rolf Kuntz, enviado especial, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2018 | 21h37

DAVOS – Executivos de todo o mundo apostam em maior crescimento global neste ano e os brasileiros estão entre os mais otimistas, segundo pesquisa da PwC realizada em 85 países. Em um ano a parcela dos brasileiros confiantes em maior prosperidade mundial aumentou de 38% para 80%. A média internacional subiu de 29% para 57%, uma taxa recorde em 21 sondagens anuais.

Os brasileiros apontaram a infraestrutura inadequada como a maior ameaça (91% das respostas) ao crescimento de suas organizações. Excesso de regulação (78%) apareceu em segundo lugar, seguida de carga tributária crescente (76%) e populismo (72%).

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Em todo o mundo (e em primeiro lugar no Brasil), a pressão para responsabilizar os líderes por falhas de conduta das organizações apareceu entre as maiores preocupações. Não é, portanto, uma consequência especial da Operação Lava Jato.

Em relação às ameaças específicas do ambiente de negócios, os brasileiros indicaram como principal fator de preocupação a velocidade das mudanças tecnológicas (72%). A alteração de comportamento do consumidor surgiu em segundo lugar (67%) e as ameaças cibernéticas em terceiro ( 59%). Esse foi o item citado com maior frequência por executivos dos Estados Unidos (95%).

O populismo foi o maior perigo indicado pelo conjunto dos latino-americanos (88%). Esse item apareceu em 75% das respostas nos Estados Unidos e em 77% na média mundial. No caso dos americanos, a incerteza geopolítica ficou em primeiro lugar (94%) e o terrorismo, em segundo (92%). Na média mundial, incerteza geopolítica (85%) e regulação excessiva (83%) foram os itens indicados com maior frequência.

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Rendimento. Quanto às perspectivas de expansão do rendimento de suas empresas, os brasileiros mostraram-se mais seguros em relação ao médio prazo (três anos): 54% disseram estar muito confiantes. Para o prazo de um ano essa avaliação apareceu em 39% das entrevistas.

A qualificação “algo confiantes” foi apontada por 54% dos entrevistados em relação ao prazo mais curto e por 41% no caso de três anos. Para o curto prazo a média mundial dos muito confiantes ficou em 42%. Para o outro, em 45%.

Dois desafios foram claramente destacados por executivos do Brasil e da maior parte dos países. O mais importante na escala global (60%) foi a pressão crescente para entregar resultados em prazos mais curtos. Esse item apareceu em segundo lugar entre os brasileiros (65%), em primeiro entre os americanos (70%) e em primeiro entre os emergentes (71%).

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A pressão também crescente para responsabilizar os líderes por malfeitos organizacionais ficou em primeiro lugar no Brasil (67%), em primeiro nos Estados Unidos (empate em 70%) e em segundo entre os emergentes (63%) e na escala global (59%).

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