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Executivos brasileiros lideram pessimismo global

Confiança na expansão de suas empresas neste ano caiu de 42% para 30% em pesquisa divulgada em Davos

Fernando Dantas, ROLF KUNTZ, ENVIADO ESPECIAL à Suíça, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2015 | 02h02

DAVOS - Executivos da maior parte do mundo estão menos otimistas do que há um ano e os brasileiros estão entre os menos animados, segundo a pesquisa anual da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). No Brasil, a parcela de dirigentes que estão confiantes no crescimento de suas companhias nos próximos 12 meses caiu de 42% para 30%. A média internacional se manteve em 39%.

O pessimismo vale tanto para as condições de cada país quanto para o cenário internacional. Desta vez, só 37% dos 1.322 consultados em 77 países, no fim do ano passado, disseram esperar maior crescimento global em 2015.

Na pesquisa realizada no fim de 2013, foram 44%.Entre os brasileiros, o grupo dos otimistas quanto às perspectivas internacionais ficou em 27%.

Quase dois terços dos brasileiros (64%) disseram haver mais ameaças ao crescimento de suas empresas agora do que há três anos. A infraestrutura inadequada, a resposta do governo ao déficit fiscal e à divida pública e o crescente peso dos tributos foram citados como os maiores perigos econômicos.

Entre os principais problemas das empresas foram indicados a escassez de mão de obra qualificada, a corrupção e os subornos e o custo alto ou volátil da energia.

Os brasileiros destacaram como tendência mais preocupante nos próximos cinco anos o excesso de regulação dos negócios. Essa resposta foi dada por 66% dos consultados no Brasil e por 78% na pesquisa global.

Estados Unidos. Os Estados Unidos foram apontados por 59% dos entrevistados no Brasil como o país mais importante para o crescimento de seus negócios neste ano. Em seguida, foram mencionadas a China(39%) e a Colômbia (23%).

Na pesquisa geral, os países mencionados como os mais relevantes para a prosperidade mundial foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Reino Unido e o próprio Brasil, com 10% das menções.

Os quatro primeiros países foram citados em 38%, 34%, 19% e 11% das respostas. Também na avaliação interna os americanos, alemães e britânicos ficaram entre os mais otimistas. Não há grande surpresa: são essas as três grandes economias capitalistas com melhor desempenho nos últimos anos.

Essa foi a 18.ª pesquisa anual realizada em todo o mundo pela PricewaterhouseCoopers com executivos principais de grandes empresas. Todo ano o relatório é divulgado um dia antes da abertura da reunião do Fórum Econômico Mundial.

Tributação. No momento em que o governo está introduzindo novas medidas para aumentar a arrecadação, a pesquisa divulgada em Davos pela PricewaterhouseCoopers (PwC) mostra que 89% dos principais executivos (CEOs) brasileiros ouvidos consideram que a prioridade do governo seria a de “trabalhar para um sistema tributário eficiente e competitivo internacionalmente”.

A proporção de CEOs do Brasil que cobra uma reforma tributária racionalizadora saltou em relação à pesquisa anterior, quando 67% disseram que essa deveria ser uma prioridade do governo. Uma parcela de 70% disse que a prioridade deveria ser uma infraestrutura física adequada, e 38% apontaram que o governo não estava sendo efetivo nesse esforço. Foi uma alta em relação à pesquisa anterior, quando 49% mencionaram a infraestrutura e apenas 38% criticaram o governo em relação a esse ponto.

Outros dados de destaque da pesquisa da PwC no que se refere ao Brasil é que 80% declararam que vão implementar iniciativas de redução de custo nos próximos 12 meses, uma alta em relação aos 71% da pesquisa anterior. Por outro lado, caiu de 21% para 18% o número dos que disseram que vão cortar sua força de trabalho este ano. 

As maiores ameaças ao investimento, em termos de política econômica, citadas pelos CEOs do Brasil foram infraestrutura inadequada (91%, comparado a 53% na pesquisa anterior), reação do governo às questões de déficit e dívida (84%) e carga tributária (59%). 

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