Executivos da Olympus admitem culpa por fraude

Ex-presidente, auditor e ex-vice-presidente foram acusados de esconder rombo de US$ 1,7 bilhão na companhia japonesa

TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h33

A Olympus e três ex-executivos da fabricante japonesa de máquinas fotográficas se declararam culpados ontem das acusações de uma irregularidade contábil de US$ 1,7 bilhão, um dos maiores escândalos corporativos do Japão.

O escândalo veio à tona em outubro do ano passado por meio de Michael Woodford, demitido do cargo de presidente executivo da empresa por ter levantando ressalvas quanto aos negócios que, como posteriormente se descobriu, foram usados para disfarçar perdas.

"Toda a responsabilidade recai sobre mim e sinto muito por ter causado problemas para nossos parceiros comerciais, acionistas e para o público em geral", disse o ex-presidente do conselho Tsuyoshi Kikukawa no início da audiência de ontem. "Assumo toda a culpa pelo que aconteceu", concluiu.

Procuradores acusaram Kikukawa, o ex-vice-presidente executivo Hisashi Mori e o ex-auditor Hideo Yamada de inflarem o valor líquido da companhia durante cinco anos fiscais até março do ano passado.

Pena. Os procuradores não especificaram quais penas irão sugerir para os três, mas advogados disseram que os ex-executivos podem ser condenados a até dez anos de prisão e multas de até 10 milhões de ienes ( US$ 128,4 mil). A companhia pode ser multada em mais de 100 milhões de ienes, de acordo com a imprensa japonesa.

O impacto que a Olympus sofrerá por ter admitido a culpa nas fraudes contábeis dependerá do tipo de sentença que a Justiça japonesa emitirá, incluindo uma possível multa, disse um porta-voz da fabricante. A decisão, segundo ele, vai demorar meses para sair.

A Olympus, fundada em 1919, já havia admitido ter usado irregularidades contábeis para maquiar perdas em investimentos a partir dos anos 1990. / REUTERS

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