Executivos da Petrobrás têm corte na remuneração

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão impôs uma redução na remuneração dos executivos da Petrobrás. Em vez dos 8% de reajuste propostos pela cúpula da empresa, o ministério determinou um corte de 8% no pagamento.

Fernanda Nunes e Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2015 | 02h05

A proposta da Petrobrás previa uma remuneração fixa de R$ 12,8 milhões ao ano, mas R$ 3 milhões foram contingenciados.

Assim, a União foi obrigada a apresentar proposta de pagamento de R$ 9,8 milhões em 2015 ao conjunto de oito diretores da petroleira. A proposta foi aceita pelos acionistas, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ontem.

A ideia inicial era que a remuneração seria corrigida pela inflação, tendo como base o IPCA. Cada um dos diretores receberia 8,09% mais do que os que ocuparam os mesmos cargos sob a gestão da ex-presidente Graça Foster.

No entanto, quando a proposta chegou ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), ligado ao Ministério do Planejamento, não foi aceita. Assim, o presidente Bendine receberá R$ 106,75 mil mensais de remuneração fixa e os demais diretores, R$ 101,66 mil. Em média, os executivos de Graça recebiam R$ 1,3 milhão fixo ao ano, enquanto os de Bendine ficarão com R$ 1,22 milhão. A proposta inicial era que os novos executivos tivessem remuneração de R$ 1,6 milhão ao ano, em média.

Maria Teresa Lima, procuradora da Fazenda Nacional e representante da União na assembleia, informou apenas que, além dessa mudança, foi suspenso o pagamento por participação no resultado, já que a empresa apresentou prejuízo no ano passado.

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