Executivos de bancos ofereciam esquema a empresários

Os bancos na Suíça não eram apenas o destino detectado pela Polícia Federal do dinheiro enviado para fora do Brasil. As investigações que resultaram na Operação Kaspar 2 mostram que os executivos das instituições financeiras estrangeiras eram os responsáveis por apresentar os empresários brasileiros ao esquema de evasão de divisas controlado pela doleira Claudine Spiero.Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça Federal flagraram conversas entre Claudine e o executivo Luc Mark Depensaz, representante do banco suíço UBS, em que este contava à doleira que ia lhe enviar clientes que precisavam enviar divisas para o exterior. A ligação de Claudine com o UBS é evidenciada, segundo o Ministério Público Federal (MPF), pelo fato de ela ter conseguido empregar Daniel Spiero, seu filho, no banco. Daniel está foragido.Depensaz foi preso anteontem em um hotel no Itaim Bibi, em São Paulo. Ele e outros executivos do UBS, como o foragido Marc Henri Dizerens, segundo as investigações, passavam temporadas no País captando clientes. Segundo a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, é muito provável que a direção das instituições investigadas no caso - UBS e Clariden Leu, da Suíça, e AIG, dos Estados Unidos - incentivassem suas práticas no Brasil. ?As instituições financeiras suíças aproveitam brechas em nossa legislação e tratam o Brasil como um quintal florido, um país emergente que vende informalidade e impunidade e é ótimo para a prática da evasão?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.