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Executivos do Itaú e Bradesco pedem transparência fiscal

Economistas-chefes dos bancos Bradesco e Itaú, as duas maiores instituições financeiras privadas do País, defenderam mais transparência fiscal nas contas do governo, em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira, 10.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

10 de setembro de 2013 | 15h09

O representante do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, afirmou que há dúvidas no mercado sobre o cumprimento real da meta de superávit primário. "É um jogo que tem todo ano. Vai se criando credibilidade à medida que vai entregando os resultados."

O porta-voz do Bradesco, Octavio de Barros, disse que é preciso fazer uma "aposta radical" em orçamentos críveis. Segundo ele, durante 15 anos o Brasil construiu uma "belíssima história" de credibilidade fiscal, mas alguns ruídos nos últimos anos poderiam ter sido evitados. "Mas não vejo problemas de solvência", declarou.

Barros defendeu ainda a aprovação de uma lei que limite aumento do gasto em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). "Isso me parece a solução final para todas as dúvidas fiscais", sugeriu. A meta fiscal perseguida pelo governo para este ano é de um superávit primário de 2,3% do PIB. O superávit representa a economia feita para pagamentos de juros da dívida pública.

Apesar de reconhecer a dificuldade de fixar um câmbio "correto", Goldfajn disse que prefere usar como parâmetro a fórmula que considera o câmbio ideal para reduzir o déficit em conta corrente no longo prazo. Nesse sentido, o economista disse que o câmbio a R$ 2,30 ajudaria a chegar em um déficit de 1,5% a 2% do PIB em 2013. "É o que eu acho sustentável", projeto.

Goldfajn avaliou que a depreciação cambial terá impacto na inflação, sobretudo por causa do repasse para os preços dos bens intermediários importados. "É inevitável o repasse", afirmou. Ele acredita que a inflação deva ficar em torno de 6% este ano.

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