Adriano Machado/Reuters
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ESG

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Executivos dos três maiores bancos privados têm reunião com Mourão para lançar fundo para a Amazônia

No encontro de Bradesco, Itaú e Santander com membros do governo, foram discutidas medidas sobre preservação e bioeconomia, além de investimento em infraestrutura sustentável

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2020 | 19h49

BRASÍLIA - Executivos dos três maiores bancos privados do Brasil reuniram-se nesta quarta-feira, 22, com o vice-presidente Hamilton Mourão e outros representantes do governo para discutir uma agenda conjunta para a Amazônia

Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Participaram do encontro pelo lado dos bancos o presidente do Santander, Sergio Rial; o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari; e a vice-presidente do Itaú, Claudia Politanski.   

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira.

No encontro, a equipe do presidente Jair Bolsonaro debateu medidas sobre a conservação ambiental e desenvolvimento da bioeconomia, além de investimento em infraestrutura sustentável e de investimento na área da Amazônia Legal.

Em carta, as instituições financeiras afirmaram que vão apoiar o poder público em iniciativas de estímulo à bioeconomia na região, ao desenvolvimento de infraestrutura básica para a população local e fomentem o mercado de títulos financeiros verdes.

“Para que as ações sejam efetivas, é fundamental que ocorra uma intensificação das medidas de proteção da floresta Amazônica”, alertam os bancos, em comunicado distribuído à imprensa após a reunião.

Segundo o comunicado, “a atuação dos bancos será coordenada com o governo, e as ações serão implementadas em alinhamento com as iniciativas públicas”.

Entre as ações planejadas pelos bancos estão o estímulo a cadeias sustentáveis como cacau, açaí e castanha por meio de linhas de financiamento; viabilização de infraestrutura básica como energia, internet, moradia, saneamento e transporte hidroviário; atração de investimentos que impulsionem a bioeconomia; e apoio a lideranças locais em projetos de desenvolvimento socioeconômico.

Os bancos planejam agora estabelecer um conselho de especialistas que será responsável por auxiliar no desenvolvimento do plano. “A dimensão do desafio impõe uma atuação firme e veloz a todos os atores que puderem participar da construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que inclua as necessidades da população e de preservação dos nossos recursos naturais”, afirmou Rial, no comunicado.

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