Executivos querem investir em emergentes, diz pesquisa

Uma pesquisa com mais de mil executivos de empresas de todo o mundo constatou uma enorme disposição de se investir em países emergentes nos próximos anos. Mas as atenções estão voltadas principalmente para a Índia e a China. Bem distante, a América Latina desperta apenas mais interesse do que o Oriente Médio e a África.O estudo "CEO Briefing" mostra que o tamanho das populações da Índia e China, além de seus custos de mão de obra mais baratos, são fatores fundamentais na disposição das empresas. Mas a América Latina também é prejudicada pelo fato de ser considerada uma região mais instável sob o ponto de vista econômico e político."O Brasil se destaca na América Latina como um dos mercados que está se inserindo no processo de globalização, mas outros países da região ainda são vistos como focos de risco", disse James Watson, analista da Economist Intelligence Unit, consultoria que coordenou o levantamento.Na pesquisa, 52% dos 1.006 executivos entrevistados apontaram a Ásia como a região que oferece as maiores oportunidades de crescimento de lucros nos próximos três anos. A América do Norte foi mencionada por 13%, seguida pela Europa Ocidental (10%), leste europeu (10%), América Latina (7%), Oriente Médio (5%) e África (3%). "Vai levar ainda algum tempo para o Brasil ser tão atraente como a China ou Índia", afirmou o presidente mundial do banco UBS Asset Management ao analisar os resultados.A pesquisa mostrou que a falta de profissionais qualificados é considerada pelas empresas como a maior barreira para o crescimento dos seus negócios nos países emergentes nos próximos anos. Além disso, elas demonstraram preocupação com o aumento do custo trabalhista nos países ricos.OtimismoA "CEO Briefing" constatou o maior nível de otimismo entre os empresários desde que começou a ser realizada, há cinco anos. Nove entre cada dez entrevistados consideram que perspectivas para seus negócios até 2009 são "boas" ou "muito boas". Entre os principais riscos para a economia mundial, eles apontaram a instabilidade geopolítica no Oriente Médio, Coréia do Norte, além de uma recessão nos Estados Unidos.

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