Executivos temem competição de emergentes, diz pesquisa

Relatório britânico lista os 12 maiores riscos da próxima década para os executivos.

Da BBC Brasil, BBC

27 de março de 2008 | 18h50

Executivos de grandes empresas vêem a competição por parte de companhias de países emergentes como uma das maiores ameaças da próxima década, segundo levantamento realizada pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).Para identificar os 12 maiores riscos para o mundo empresarial até 2018, 600 altos executivos de todo o mundo deram suas opiniões sobre a probabilidade e a gravidade de 46 riscos e sobre o quão preparadas suas empresas estão para enfrentá-los.Entre os maiores perigos apontados pelos entrevistados estão o aumento do protecionismo, uma alta abrupta do preço do petróleo, o colapso do preço das ações, o terrorismo internacional, a recessão global, a instabilidade no Oriente Médio e a falta de talentos.O aumento da competição por parte de empresas de mercados emergentes aparece em 9º lugar entre as maiores preocupações, mas, ao mesmo tempo, muitos destes países são vistos pelos executivos entrevistados como um importante mercado para a expansão de negócios nos próximos anos.No topo da lista, está a China, vista como o país que oferece maior oportunidade para a geração de receita.A mudança climática também aparece na lista. Apesar de toda a atenção dedicada ao tema pela mídia e pelos governos, a questão é vista pelos executivos como algo que não deve ter impacto na próxima década. No entanto, devido ao baixo nível de preparo das companhias para lidar com o problema, a mudança climática ficou em 11º lugar entre os 46 riscos do relatório. Ambiente incerto"A globalização está fazendo com que o gerenciamento de risco se torne um assunto de importância estratégica", avalia François Barrault, presidente da British Telecom."As empresas que integrarem seu planejamento de risco e sua infra-estrutura vão ser mais flexíveis e vão colher as recompensas neste ambiente mais complexo de negócios", acrescentou.Apesar do momento turbulento no mercado financeiro, a pesquisa identificou um alto nível de otimismo entre os entrevistados.Mais da metade deles disseram estar confiantes sobre as perspectivas para suas indústrias, empresas e para as regiões onde estão baseados. Menos de 10% disseram não estar confiantes sobre o futuro da economia global.Mas o otimismo sobre o futuro é contrabalançado por uma percepção de que os riscos vão aumentar. Mais da metade dos executivos ouvidos pela EIU avaliam que as ameaças que suas empresas vão enfrentar em dez anos serão mais graves do que as atuais.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.