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Exército boliviano invadiria campos se negociação falhasse

O presidente boliviano Evo Morales confirmou nesta terça-feira em La Paz que determinou às Forças Armadas do País que ficassem de prontidão para invadir os campos de petróleo e gás das companhias que não assinassem novos contratos como previsto no decreto de nacionalização até o prazo limite, 23h59 de sábado.Os campos operados pela Petrobras também eram alvo. Segundo Evo, esta foi uma decisão necessária para garantir a recuperação dos recursos naturais para controle do Estado Boliviano. A informação foi dada durante uma conferência com a imprensa estrangeira, no Palácio Quemaco, Centro de La Paz.Na semana anterior ao prazo final, o vice-presidente boliviano, Alvaro Garcia Linera, enviou a Brasília um membro do governo (Héctor Arce), com o objetivo de dar um ultimato ao Brasil e informar que as Forças Armadas Bolivianas seriam usadas para a tomada dos campos de petróleo e gás. O governo brasileiro negou o ultimato, mas tratou de subir o tom com a Bolívia quando a história vazou para a imprensa.A reportagem do Estado apurou que o vazamento da informação sobre a visita e o ultimato foi feito pela Petrobras. A companhia estava descontente com o tom brando do próprio governo brasileiro em relação às negociações. Achava-se acuada nas tratativas com as autoridades bolivianas. Ainda segundo uma fonte ouvida pelo Estado, a Petrobras avaliou que, após a reação do governo brasileiro, a negociação melhorou.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2006 | 14h24

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