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Exército ocupa região onde será realizado leilão de Libra

Efetivo está equipado com escudos e armas não letais; petroleiros e movimentos contrários à partilha do campo de Libra convocam atos para esta segunda

Sabrina Valle Idiana Tomazelli, Agencia Estado

20 de outubro de 2013 | 12h45

RIO - Tropas do exército já se posicionam em frente ao Hotel Windsor Barra, na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde ocorrerá o leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos, a partir das 14h desta segunda-feira, 21. Será o primeiro leilão de uma área do pré-sal no novo regime de partilha.

A operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi iniciada na madrugada deste domingo, 20, e vai até à meia noite de segunda-feira. Os militares estão equipados com escudos e armados com escopetas, lança-bombas de gás lacrimogêneo e armas com balas de borracha.

Além das tropas federais do Exército sediadas no Rio de Janeiro, a segurança terá o reforço da Marinha do Brasil, da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ). O efetivo total empregado na operação será de 1,1 mil pessoas.

Os órgãos orientam a população a evitar a região, uma vez que postos de controle permitirão acesso exclusivamente de pessoas credenciadas e de moradores que tragam consigo um comprovante de residência. A PMERJ informou que os agentes vão operar em pelo menos 15 pontos de interceptação na Barra da Tijuca.

A Secretaria Municipal de Transportes e a CET-Rio vão implantar um esquema especial de trânsito a partir de meia-noite deste domingo. A área do hotel será completamente interditada, com bloqueio na Avenida Lúcio Costa (na orla), entre as ruas John Kennedy e Deputado José da Rocha Ribas. Ônibus também terão itinerários modificados.

Cinquenta agentes de trânsito vão orientar os motoristas, que também serão avisados das mudanças por quinze painéis móveis instalados na região. As ruas John Kennedy, Deputado José da Rocha Ribas, Prudência do Amaral, Martinho de Mesquita e Embaixador Gilberto Mafra serão completamente fechadas ao tráfego.

As ruas Arquiteto Afonso Reidy, Zaco Paraná e Paranhos Antunes também serão bloqueadas, todas nos trechos que ficam entre as ruas John Kennedy e Prudência do Amaral. Além disso, algumas partes da praia poderão ser interditadas aos banhistas.

Além da Barra da Tijuca, os batalhões locais e as unidades especializadas da Polícia Militar do Rio reforçarão a segurança em 13 pontos considerados sensíveis a eventos e manifestações relacionadas ao leilão, o que inclui prédios públicos e pontos de aglomeração. A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) do Rio não detalhou quais serão esses pontos. A Polícia Civil também terá equipes reforçadas para atender ocorrências.

Um ato está sendo convocado via redes sociais para amanhã, a partir das 10h, na Barra da Tijuca, entre a Ponte Lúcio Costa e a Praça do Ó. Também está marcada uma concentração às 17h na Candelária, no centro do Rio, para um ato ao longo da Avenida Rio Branco, com término na Cinelândia.

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