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Exigências não afetarão produtos do Brasil, diz Argentina

A ministra de Produção e Indústria da Argentina, Débora Giorgi, afirmou ontem que os produtos brasileiros não serão prejudicados pelas novas exigências de licenças de importação, anunciadas no início da semana. "Manifestamos, claramente, que as licenças não automáticas que aumentam de 400 para 600 posições não vão afetar as vendas do Brasil no nosso território", disse Débora, ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MIDC), Fernando Pimentel.

AE, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2011 | 09h19

Em clima de cordialidade, Pimentel desmentiu que haja irritação do Brasil com o sócio do Mercosul. "Não há qualquer desentendimento, qualquer mal-estar na relação entre Brasil e Argentina", enfatizou, reconhecendo que a medida "provocou inquietude no setor produtivo, mas não no governo brasileiro".

Negociadores brasileiros confirmaram à Agência Estado que foram pegos de surpresa pelo anúncio do vizinho. Pimentel, no entanto, participou dessa primeira reunião técnica do governo de Dilma Rousseff com a equipe de Cristina Kirchner disposto a apagar qualquer incêndio. "Entendemos que se trata de uma decisão soberana, que respeitamos. Não fere nenhuma norma da OMC (Organização Mundial do Comércio) e não afeta nossas relações", afirmou o ministro.

Pimentel ressaltou que, em lugar de deixar que as medidas se transformem em um contencioso entre os dois países, os governos decidiram avançar para tentar equilibrar o comércio bilateral e reduzir o déficit argentino de quase US$ 4 bilhões. "Dentro de um mês, pretendemos dar uma solução mais definitiva, como a liberação do financiamento do BNDES para a fabricação de caminhões argentinos, e outras questões, como facilitar as exportações argentinas para o Brasil de agrodefensivos, vacinas, azeite de oliva e outros."

Segundo o secretário-executivo do MIDC, Alessandro Teixeira, o Brasil exporta entre 14% e 20% dos 600 produtos que fazem parte da lista argentina de licenças não automáticas. As medidas mencionadas para ajudar a Argentina no desequilíbrio estrutural de sua indústria, segundo o ministro, não significam uma "boa vontade" do Brasil. "Não somos tão generosos assim", disse ele em tom de brincadeira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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