Nilton Fukuda/Estadão - 11/6/2019
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'Existe muita confiança do presidente em mim e minha no presidente', diz Guedes

Ministro da Economia disse ainda que nenhum ato abalou a confiança que existe entre os dois; Guedes também afastou possíveis rumores de que estaria de saída do cargo

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2020 | 21h06

BRASÍLIA - Em meio à debandada de auxiliares e com rumores de que poderia deixar o cargo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira, 17, que nenhum ato abalou a confiança entre ele e o presidente Jair Bolsonaro.

Depois de se reunir com Bolsonaro, mais cedo, Guedes foi questionado se estaria firme no governo. "Tivemos uma excelente conversa com o presidente. Existe muita confiança no presidente em mim e minha no presidente. Não tive nenhum ato que me sugerisse que não devesse confiar no presidente e não faltei em nenhum momento com a confiança que o presidente depositou em mim", declarou Guedes.

O ministro alegou que, "em momentos decisivos", Bolsonaro sempre o apoiou. Ele afirmou ter passado por "dois ou três" momentos desse e citou o veto de Bolsonaro à possibilidade de aumento de salário de servidores nos próximos anos.

Guedes ressaltou que a popularidade do presidente subiu e acrescentou que Bolsonaro "sente que está firme" para continuar sua agenda. "O presidente é muito transparente e sincero, minha obrigação é ter mesma transparência e sinceridade", completou. 

Surpresa

 O ministro da Economia disse ter sido surpreendido com a afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao Estadão, de que seria inconstitucional uma medida provisória abrindo crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para infraestrutura.

De acordo com Guedes, o assunto foi discutido em reunião na semana passada, na qual Maia estava presente. “Foi uma surpresa. O presidente da Câmara estava nas conversas sobre remanejamento de recursos”, afirmou. O ministro disse que as reuniões aconteceram justamente porque o governo está estudando remanejar verbas e não quer fazer “nada de errado”.

Em meio a rumores de que poderia deixar o cargo, Guedes foi questionado se estaria à vontade no governo e respondeu, em tom de brincadeira: “É difícil alguém se sentir à vontade neste cargo”.

Avanço

Nesta segunda, o ministro disse ainda que é natural que os ministros queiram “avançar nos recursos” e que cabe a ele dizer que não se pode furar o teto de gastos. “Dei o alerta de que, se alguém estivesse querendo furar teto, era ruim para presidente. Tenho o papel de proteger finanças públicas, outro ministro tem papel de investir em certas regiões”, alfinetou.

Guedes admitiu que o teto vem restringido obras de investimentos públicos, mas disse que a forma para abrir espaço para investimentos é aprovando o pacto federativo e reduzindo outras despesas. “Qualquer governo quer fazer obra, mas existe uma Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A decisão de onde sai os recursos tem que respeitar a LRF e minha função é dar o alerta”, completou.

Apesar das declarações contraditórias de Bolsonaro sobre o teto de gastos, Guedes ressaltou que na semana passada, tanto o presidente da república quanto da Câmara e do Senado disseram que todos vivem sobre o mesmo teto.

“É inteiramente natural que um presidente eleito queira fazer uma ponte, queira levar água para o Nordeste. Tem que ter recurso no orçamento”, afirmou. “É absolutamente natural que o governo queira fazer obras públicas, os recursos têm que sair de algum lugar, essa discussão é política”.

Guedes ressaltou ainda que projetos importantes para a economia estão sendo retomados e citou o marco regulatório do gás. Ele disse que o crédito está “finalmente” chegando à população e defendeu o lançamento do programa Renda Brasil para “consolidar base social” .

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