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Existe vida depois de Candy Crush?

'Guru' de games da King, empresa responsável pelo jogo, fala ao Link sobre o que fazer depois que o mundo enjoar de empilhar doces

Bruno Capelas, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2013 | 02h07

Um punhado de doces pode ser muito viciante. Especialmente se você precisar colocá-los em sequências de três para que eles sejam eliminados da tela, ganhando pontos por isso. É essa a proposta de 'Candy Crush Saga', o aplicativo de game para Facebook mais acessado em todo o mundo.

A primeira versão de Candy Crush surgiu em 2011, no site da King, empresa britânica especializada em jogos online. "Uma equipe de três pessoas fez um pequeno jogo que logo se tornou popular", contou ao Link o designer e especialista em games Tommy Palm, definido no site da empresa como "guru" de jogos. "Vimos potencial e colocamos ali uma embalagem social, que é a saga, o mapa no qual se pode comparar seu desempenho com o de amigos."

Lançado em abril de 2012 no Facebook e sete meses depois no celular e no tablet, o jogo explodiu. Além do recorde no Facebook, são 700 milhões de partidas diárias em sua versão para aparelhos móveis. No Brasil, a diversão conta com 3,4 milhões de jogadores ativos por dia.

Duas semanas atrás, a King anunciou a abertura de seu capital. Embora Palm não comente o IPO, estima-se que seu valor possa atingir US$ 5 bilhões.

Apesar das expectativas, a King terá de superar o estigma deixado no mercado por outra gigante dos jogos sociais: a Zynga. Criadora do FarmVille, a empresa abriu o capital em 2011, mas não soube se adaptar ao mercado móvel nem manter o interesse dos jogadores.

Palm garante que as duas empresas são diferentes. "Existimos há dez anos e damos lucro desde 2005. Testamos muito nossos produtos antes de lançá-los. Não precisamos de dois anos para saber que não vai dar certo. Além disso, nosso sucesso não se baseia só em Candy Crush Saga", diz.

Receita de bolo. De acordo com o representante da King, Candy Crush Saga se tornou hit porque é acessível e social. "Descobrimos que as pessoas amam competir e interagir com seus amigos. Candy Crush Saga é bom porque é fácil de entender, é gratuito, e, graças à multiplataforma, pode ser jogado a qualquer hora e lugar", diz.

Em novembro, uma nova geração de videogames chega ao mercado com o Playstation 4 e o Xbox One, mas Palm não teme a concorrência. "Consoles custam caro e os smartphones não devem nada para eles. Além disso, o jogo mobile está à disposição do usuário, não é um produto físico", diz ele, que vê os jogos sociais como mais rentáveis por diminuir gastos com frete e produção.

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