Expansão da cana será proibida em 81,5% do território

Segundo a proposta do governo, zoneamento tornará a produção de etanol mais eficiente

CÉLIA FROPUFE, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 12h02

A proposta do governo sobre o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar proíbe a construção de novas usinas e a expansão da produção de cana em 81,5% do território nacional. A informação é da Presidência da República, em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, que foi antecipada nesta semana pela Agência Estado. Esse porcentual representa qualquer área de vegetação nativa, Amazônia, Pantanal, Bacia do Alto Paraguai, unidades de conservação e terras indígenas. Essas áreas proibitivas, somadas àquelas não indicadas ao plantio da cana, alcançam 92% de todo o território.

De acordo com as proibições previstas no zoneamento agroecológico de cana, estarão aptos ao plantio dessa cultura 64 milhões de hectares. Hoje, a área cultivada é de 8,89 milhões de hectares, o que representa cerca de 1% do território nacional. De acordo com a nota, o zoneamento tornará a produção de etanol mais eficiente e melhorará o benefício ambiental da utilização do biocombustível, produzido a partir da cana-de-açúcar.

 

Além do projeto de lei que será enviado ao Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará decreto instituindo o zoneamento agroecológico de cana e orientando o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer novas condições para o crédito rural e agroindustrial.

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