Expansão da produção de etanol depende de novo ciclo de investimentos

Marcos Jank, presidente da Unica, diz que novos investimentos terão que ser feitos para a conquista do mercado internacional

Eduardo Magossi, da Agência Estado ,

27 de maio de 2010 | 15h26

O presidente da União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank acredita que um conjunto de políticas públicas seria importante para criar um novo ciclo de investimentos que levasse à expansão da produção de etanol para que seja produzido o volume suficiente para atender os mercados interno e externo.

Segundo ele, neste momento, o grande mercado do etanol brasileiro é o interno, que foi criado pelos carros flex a partir de 2003. "Até o final do ano, 50% de nossa frota de veículos já será flex. Cerca de 90% dos novos carros que estão saindo das montadoras são flex", disse. As 11 montadoras presentes no Brasil produzem hoje 83 modelos de carros flex.

Este fato já limita as exportações de etanol no curto prazo, sem considerar as barreiras comerciais existentes, tarifárias e não tarifárias, segundo Jank. "Nos Estados Unidos, por exemplo, a tarifa de importação para o etanol de US$ 0,54 por galão pode demorar um pouco mais que o esperado para cair em função do lobby dos produtores de milho. Mas vai cair", acredita. Jank afirma que a Shell, por exemplo, não fez a parceria com a Cosan pensando apenas no mercado interno brasileiro. "O mercado internacional vai ser conquistado aos poucos mas o Brasil precisará de novos investimentos para atender este novo mercado".

O executivo compara as considerações favoráveis ao etanol brasileiro feito pelo governo da Califórnia e pela Agência Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, com a obtenção de um passaporte. "Agora, falta a obtenção do visto, ou seja, o fim da tarifa de importação", afirma.

 

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