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Expansão da rede da Comgás receberá R$ 1,13 bi do BNDES

O plano de expansão da rede de distribuição de gás natural da Comgás, de 2012 a 2014, receberá financiamento de R$ 1,135 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco anunciou a aprovação da operação no fim da tarde de ontem.

VINICIUS NEDER / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h12

O empréstimo responde por 56% do total a ser investido pela empresa até 2014 - cerca de R$ 2 bilhões. Segundo o BNDES, o projeto faz parte de esforço da Comgás para massificar o uso do gás natural na sua área de concessão.

Segundo informações do site da Comgás - controlada pela Shell e pela British Gas (BG) -, a companhia é a maior distribuidora de gás natural canalizado do País, com cerca de 8 mil quilômetros de rede, atingindo 1 milhão de consumidores nos segmentos residencial, comercial e industrial, em 70 cidades.

A área de concessão é mais ampla e abrange 177 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.

O projeto de expansão financiado pelo BNDES inclui a construção de mais 27 quilômetros de gasodutos para fechar o Anel Metropolitano de São Paulo, informou Luiz Daniel Willcox, gerente do Departamento de Gás e Petróleo e Bens de Capital sob Encomenda (Degap) do BNDES.

Completar o Anel Metropolitano de São Paulo é importante para garantir a segurança no abastecimento. "Em um gasoduto que liga dois pontos não conectados entre si, quando ocorre uma interrupção, não há muito por onde suprir. Agora, quando você tem um anel, é possível suprir por um lado ou por outro", explicou a chefe do Degap, Priscila Branquinho das Dores.

Novas redes. Os investimentos serão realizados na construção de novas redes de distribuição de gás canalizado e na manutenção, remanejamento, substituição, renovação e no sensoriamento remoto da rede existente. Além disso, o projeto exige investimentos em tecnologia de informação.

Quase a totalidade dos investimentos financiados pelo BNDES são voltados para a compra de dutos e obras civis, com 20% e 80%, respectivamente, numa estimativa de Willcox.

Por isso, segundo Priscila, o projeto da Comgás não deverá ser beneficiado pela redução dos juros para compras de máquinas e equipamentos no Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), anunciada anteontem pelo governo.

O projeto de expansão da rede é a sexta operação de financiamento do BNDES à Comgás, informou o banco.

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