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Expansão de serviços vem acompanhada de inflação

O ritmo de crescimento do setor de serviços diminuiu, entre agosto de 2012 e agosto de 2013, em relação ao mês anterior, enquanto aumentou a inflação de serviços, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas na aparência há uma contradição. De fato, os serviços prestados às famílias continuam crescendo acima da média, o que explica a inflação maior nesse segmento. Como a demanda supera a oferta, os preços no setor são inflacionados.

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2013 | 03h05

No conjunto, a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE mostrou crescimento nominal da receita de apenas 6,6%, entre os meses de agosto do ano passado e deste ano (o avanço foi de 8,8%, em junho, e de 9,1%, em julho). Mas a expansão nos serviços prestados às famílias foi de 11,3%, a maior nos cinco itens analisados pelo IBGE. Os preços mais elevados dos alimentos e das refeições fora de casa ajudam a explicar a alta.

Na mesma base de comparação, também cresceu muito o faturamento do transporte aéreo (+22%), aquaviário (+17,4%) e terrestre (+8,4%), mas foi pequena a expansão dos serviços de armazenagem, auxiliares de transportes e correio.

Outros itens relevantes dos serviços prestados às famílias são os de espetáculos, esportes, recreação, lavanderias, cabeleireiros e itens de beleza em geral, cursos de idiomas, arte e preparação para concursos, clínicas de estética e adestramento de animais domésticos - cuja receita aumentou 6,3%, próxima da média. Esses serviços são uma boa referência para avaliar o poder aquisitivo da população, pois, de fato, poderiam ser vistos como supérfluos, mas para muitos consumidores se tornaram essenciais. Havendo renda disponível - e o estado de quase pleno emprego e a geração de vagas formais acima do esperado o confirmam -, esses serviços são contratados.

Mas os preços dos serviços continuam pressionados: comparando os índices acumulados em 12 meses, o IPCA-15 de serviços registrou avanço de 8,72%, em setembro, para 8,79%, em outubro. Patamar muito elevado, num período em que o IPCA total se reduziu de 5,93%, em setembro, para 5,75%, em outubro.

Ou seja, os índices oficiais de inflação só não são mais altos por causa da intervenção oficial nas regras de preços administrados, como as tarifas de transporte público e energia.

Se o governo quiser reduzir a inflação, é possível que tenha de aceitar uma redução no ritmo - já insatisfatório - da atividade econômica.

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