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Expansão do Brasil é sustentada, diz FMI

Diretor do Hemisfério Ocidental do Fundo elogia inflação em nível baixo

Ricardo Leopoldo, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

O diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anoop Singh, afirmou ontem que o Brasil é um dos líderes mundiais em crescimento sustentável. Ele participou de um evento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo. O dirigente do FMI ressaltou que o País está conseguindo taxas expressivas de crescimento ao mesmo tempo em que mantém a inflação em baixos níveis com boa administração das contas públicas. "A economia do Brasil está indo bem, registra uma boa taxa de inflação e os juros estão no nível mais baixo da história", comentou. Ao ressaltar que não é papel do FMI sugerir medidas de política econômica para seus países membros, o dirigente destacou que o principal desafio para a economia brasileira é manter a atual trajetória de expansão do nível de atividade com baixos índices de inflação por um longo prazo. Ele acrescentou que o Brasil não deve repetir períodos de crescimento registrados no passado, marcados por picos de expansão do nível de atividade, mas que em pouco tempo provocavam inflação alta e não se sustentavam. "É importante para as economias da América Latina aumentar a produtividade e expandir os investimentos em infra-estrutura", observou. Singh afirmou, ainda, que a América Latina apresenta um bom nível de crescimento e tem condições para tolerar uma desaceleração moderada na economia dos Estados Unidos. "Se esse cenário ocorrer, o PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina deve registrar, em 2008, um nível de expansão apenas 0,5 ponto porcentual inferior com relação ao que deve ser apurado em 2007", disse. "Mas, se a desaceleração do nível de atividade americana for bem mais forte, a América Latina provavelmente vai registrar efeitos bem maiores sobre seu PIB. Ou seja, a América Latina ainda não está preparada para tolerar grandes choques econômicos internacionais." O diretor do FMI não descartou eventuais efeitos inflacionários sobre a economia mundial, caso a cotação do petróleo fique em níveis elevados de forma constante no médio prazo. "Essa é uma questão cujos desdobramentos precisaremos acompanhar atentamente num futuro próximo", avaliou. Singh finalizou sua exposição declarando que o FMI está aberto ao diálogo com a Argentina. Ele cumprimentou a senadora Cristina Kirchner, que foi eleita "com uma votação expressiva" para presidir o país. Para analistas internacionais, Cristina precisará ser mais flexível do que seu marido, Néstor Kirchner, para suprir uma das principais deficiências estruturais da economia argentina, que é a grande necessidade da ampliação dos investimentos, sobretudo em energia e transportes. Como a Argentina declarou moratória da sua dívida externa, muitos credores internacionais, inclusive governos europeus, esperam que o país faça um acordo com o FMI para aprovar a reestruturação da sua dívida.

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