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Expansão dos EUA no 4o tri é revisada para 2,8%

A economia dos Estados Unidos cresceu menos que o estimado inicialmente no quarto trimestre de 2010, com o investimento do governo encolhendo mais e um gasto do consumidor mais fraco, mostrou um relatório do governo nesta sexta-feira.

REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 13h55

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano foi revisado para uma taxa anualizada de crescimento de 2,8 por cento, informou o Departamento de Comércio na segunda estimativa. Dados iniciais estimavam uma expansão de 3,2 por cento, economistas previam que a taxa seria revisada para 3,3 por cento.

No terceiro trimestre, a economia dos EUA cresceu 2,6 por cento. Em 2010 como um todo, a economia avançou 2,8 por cento, e não 2,9 por cento.

Diante da alta do petróleo e dos cortes planejados no Orçamento do governo, a perspectiva de crescimento dos EUA parece menos robusta e economistas reduziram as previsões para o primeiro trimestre.

"Os consumidores tropeçaram um pouco e, embora nós esperemos que eles recuperem o ritmo nos próximos meses, a alta recente nos preços de energia impõe um obstáculo notável", disse Michael Feroli, economista do JP Morgan em Nova York.

O JP Morgan cortou de 4 para 3,5 por cento a estimativa para o crescimento norte-americano no primeiro trimestre.

Até agora, os consumidores parecem estar lidando bem com a alta dos preços de gasolina. A confiança do consumidor nos EUA atingiu em fevereiro o maior nível em três anos, com o índice de confiança Thomson Reuters/Universidade de Michigan subindo de 74,2 para 77,5.

FED DEVE MANTER POLÍTICA

O Federal Reserve tem expressado preocupação, temendo que a economia esteja crescendo muito devagar para reduzir consideravelmente o desemprego de 9 por cento. O relatório do PIB apoia a opinião de que o banco central completará o programa de compra de bônus de 600 bilhões de dólares para reduzir os juros e, assim, estimular ainda mais a demanda.

O gasto do governo norte-americano caiu 1,5 por cento, e não 0,6 por cento conforme os dados iniciais, devido a desembolsos menores nos governos estaduais e locais.

Além disso, o gasto do consumidor -- que representa mais de dois terços da atividade econômica norte-americana -- cresceu 4,1 por cento nos últimos três meses de 2010, e não 4,4 por cento. Ainda é a maior alta desde o primeiro trimestre de 2006, e uma aceleração em relação ao ganho de 2,4 por cento registrado no terceiro trimestre.

O governo revisou o investimento empresarial para cima, embora o gasto em equipamentos e softwares tenha sido menor. O investimento privado aumentou 5,3 por cento, e não 4,4 por cento. O investimento não-residencial cresceu 10 por cento no terceiro trimestre. O gasto com equipamentos e softwares subiu 5,5 por cento, ao invés de 5,8 por cento.

Os estoques empresariais subtraíram 3,7 pontos percentuais do crescimento do PIB e não tiveram alta de 7,2 bilhões de dólares, mas de 7,1 bilhões.

Excluindo estoques, a economia cresceu 6,7 por cento, e não 7,1 por cento. Ainda foi o maior acréscimo na demanda doméstica e estrangeira desde 1998. Em contraste, as compras domésticas cresceram 3,1 por cento, e não 3,4 por cento.

O volume de exportações foi revisado para cima, mas a revisão positiva das importações foi ainda maior. O comércio adicionou 3,35 pontos percentuais ao crescimento do PIB, e não 3,44 pontos.

O relatório confirmou a retomada das pressões inflacionárias, com a alta dos preços de alimentos e gasolina. O índice de consumo pessoal subiu 1,8 por cento no quarto trimestre, mais que o ganho de 0,8 por cento no terceiro trimestre.

Mas o núcleo do índice de preços subiu 0,5 por cento, e não 0,4 por cento. O acréscimo, igual ao do terceiro trimestre, foi o menor já registrado.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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