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Expansão econômica reduz prazo das relações de trabalho

Com mais oportunidades no mercado, profissionais testam diferentes setores e cargos, sem pensar na aposentadoria

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

Foi-se o tempo em que ficar anos a fio em uma empresa só, mostrar fidelidade, era a tônica dominante no mercado de trabalho. Hoje, afirma o diretor da consultoria Exec, Carlos Eduardo Altona, a perspectiva dos profissionais é outra, de caráter mais imediato. "O horizonte atual é de três a cinco anos", afirma.

Ele lembra que, com o crescimento econômico, a quantidade de oportunidades disponíveis no mercado de trabalho do País é maior. "Isso acontecia antes nos Estados Unidos e na Europa; o brasileiro nunca teve essa oportunidade. Agora, quer aproveitar essa perspectiva para testar diferentes empresas e setores."

De acordo com Altona, as relações de prazo mais longo se estabelecem principalmente em "setores de perfil técnico", como o farmacêutico e o de engenharia. Mesmo nesses casos, em sua opinião, um programa de preparação para a aposentadoria como o da Basf não tem o efeito de atrair bons profissionais. "Acho que o principal benefício é o clima interno. Ninguém entra na empresa hoje pensando na aposentadoria, daqui a 20 ou 30 anos."

"Sobrenome". Segundo Jaqueline Weigel, profissional especializada em treinamento e proprietária da Weigel Coaching, o funcionário que está há muito tempo na mesma empresa sente, no momento de se aposentar, a perda do "sobrenome" - de repente, não é mais aquele que se identifica como "fulano de tal", da "companhia tal". "É uma mudança que envolve poder e o apego que as pessoas têm a ele. O trabalho inclui visualizar algo de relevante nessa situação, que envolve a perda de uma identidade e busca de uma outra."

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