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Expansão fora da 'muralha chinesa' é pouco provável

As gigantes da internet na China têm milhões de usuários, valem bilhões de dólares, mas estão longe de ultrapassar as fronteiras do país e se transformarem em empresas globais. Todos os líderes locais dependem quase exclusivamente do mercado doméstico, onde está 95% de sua audiência.

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2011 | 00h00

A grande incógnita é saber se marcas como Baidu e QQ serão capazes de conquistar seguidores em outros países ou se ficarão confinados ao espaço protegido pela censura chinesa.

Arthur Kroeber, da consultoria Dragonomics, diz que o mundo da internet permanecerá por algum tempo cindido entre as grandes empresas globais e as chinesas. Por outro lado, é pouco provável que os grandes portais globais consigam autorização do Partido Comunista para atuar no país - ao menos no curto prazo.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, deu origem a especulações depois de visitar a China em dezembro e se encontrar com Robin Li, do Baidu.

No mês passado, o site Sohu publicou reportagem informando que as duas empresas teriam chegado a um acordo para criar uma rede social conjunta na China, que não faria parte da operação global do Facebook. A informação não foi confirmada.

A associação com uma empresa local e a criação de uma rede social que não tenha sua marca seria uma forma de o Facebook se preservar das críticas a uma eventual entrada na China.

A prática aberta da censura e o fato de o governo usar material veiculado online para punir opositores do regime poderia causar problemas de imagem à rede social em outros países.

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