Expectativa de ampla safra de café pressiona cotações

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h07

A expectativa de uma colheita volumosa de café no Brasil está pesando nas cotações da commodity na Bolsa de Nova York. Os contratos do produto para entrega em julho fecharam ontem em baixa de 0,33%, a 149,55 centavos de dólar por libra-peso. Analistas preveem que a safra do Brasil, maior fornecedor mundial de café, alcançará 60 milhões de sacas, ampliando a oferta global. Embora a desvalorização do produto tenha sido limitada por chuvas recentes em áreas produtoras do País, dificultando a colheita, o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar Meteorologia, observa que nos últimos dez dias as condições climáticas "foram extremamente favoráveis aos trabalhos de colheita e secagem dos grãos".

Analistas acreditam que até meados de julho será possível ter mais clareza sobre o tamanho da safra do Brasil. Se confirmada a ampla produção, os preços podem recuar para 130 cents/lb. "Por outro lado, se em meados de julho não tivermos os números previstos, o café facilmente voltará para 180 cents/lb", disse à agência Dow Jones o analista Hector Galvan, da corretora RJ O'Brien Futures.

Na Bolsa de Chicago, o dia foi de forte alta para os grãos. O milho liderou o movimento, com valorização de 3,45%, por dois motivos: a oferta nos EUA está apertada - a colheita começa só em setembro - e o clima quente e seco em importantes áreas do Meio-Oeste americano pode prejudicar o importante período de polinização das lavouras. O trigo para entrega em julho subiu 3,40% e a soja, 0,60%.

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