Expectativa de inflação cai e quebra seqüência de estabilidade

As projeções de mercado para o Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2006 caíram de 3,74% para 3,73% na pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. A queda interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de estabilidade destas previsões. Com a redução, as estimativas de IPCA para este ano ficaram ainda mais abaixo da meta central de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As previsões de IPCA para este ano das instituições Top Five, por sua vez, ficaram estáveis em 3,56% no cenário de médio prazo. Há quatro semanas, estas projeções estavam em 3,69%. As projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2007, pelo conceito de média, caíram de 4,46% para 4,45%. Por este conceito, o porcentual de variação do IPCA para o próximo ano estimado pelo mercado se encontra abaixo da meta central de 4,50% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A queda, entretanto, ainda não foi suficiente para fazer com que a mediana das expectativas para o IPCA do próximo ano recuasse dos 4,50% em que está já por 53 semanas consecutivas. Projeção para 12 mesesAs projeções suavizadas de IPCA em 12 meses à frente seguiram a mesma tendência de estabilidade e permaneceram em 4,48%. Antes disso, estas projeções de IPCA em 12 meses tinham subido por três semanas consecutivas. Há quatro semanas, as estimativas de IPCA em 12 meses estavam em 4,38%. Para este mês de agosto, as previsões de IPCA continuaram estáveis em 0,30%. A estabilidade interrompeu uma seqüência de três semanas seguidas de queda dessas previsões, que estavam em 0,34% há quatro semanas. SetembroPara setembro deste ano, as projeções de IPCA também não mudaram e permaneceram em 0,33%. A estabilidade também interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de reduções dessas previsões, que estavam em 0,35% há quatro semanas. As projeções de mercado para o reajuste de preços administrados neste ano ficaram estáveis em 4,50%. O porcentual é o mesmo projetado há quatro semanas. Para 2007, as estimativas de alta dos administrados também se mantêm inalteradas e prosseguiram em 4,50% pela 14ª semana seguida. SelicNas projeções do mercado financeiro para a taxa de juros neste mês continuaram estáveis em 14,50% ao ano. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortará os juros em 0,25 ponto porcentual na reunião da próxima semana. Para o fim do ano, as previsões de juros continuaram estáveis em 14% ao ano pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 14,25% ao ano. As estimativas de taxa média de juros para este ano também não se alteraram e prosseguiram em 15,28% ao ano pela terceira semana seguida. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,31% ao ano. Já para o fim de 2007, as estimativas de juros continuaram estáveis em 13% ao ano pela 22º semana consecutiva. As projeções de taxa média de juros para o próximo ano, por sua vez, recuaram de 13,52% para 13,50% ao ano. Esta foi a quarta queda seguida destas previsões, que estavam em 13,70% ao ano há quatro semanas. IGP-MAs previsões para o Índice Geral de Preço de Mercado (IGP-M) deste ano caíram de 3,56% para 3,53%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 3,76%. Para 2007, as estimativas de mercado para a variação do IGP-M continuaram estáveis em 4,50% pela 39º semana consecutiva. As expectativas de alta do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano, por sua vez, permaneceram inalteradas em 3,50%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 3,61%. Para 2007, as projeções de IGP-DI também não mudaram e prosseguiram em 4,50% pela 27º semana consecutiva. As projeções de mercado para a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) neste ano recuaram, ao mesmo tempo, de 2,31% para 2,26%. Esta foi a segunda queda seguida destas estimativas, que estavam em 2,33% há quatro semanas. Para 2007, as projeções de mercado para o IPC da Fipe caíram de 4,30% para 4,20%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,28%.CâmbioPara a taxa de câmbio, as projeções do mercado financeiro no final deste mês caíram de R$ 2,18 para R$ 2,16. Esta foi a segunda queda consecutiva destas previsões, que estavam em R$ 2,20 há quatro semanas. As estimativas de câmbio para o final do próximo mês seguiram a mesma tendência de queda e recuaram de R$ 2,19 para R$ 2,18. Esta também foi a segunda redução consecutiva destas projeções, que estavam em R$ 2,20 há quatro semanas. Para o fim do ano, as previsões de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,20 pela segunda semana seguida. Há quatro semanas, estas expectativas estavam em R$ 2,23. As projeções de taxa média de câmbio para este ano também não mudaram e prosseguiram em R$ 2,19 pela segunda semana seguida. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,20. Para o fim de 2007, as estimativas de mercado para a taxa de câmbio continuaram estáveis em R$ 2,30. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,35. As estimativas de taxa média de câmbio para o próximo, por sua vez, continuaram estáveis em R$ 2,28 pela terceira semana seguida. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,30.Dívida líquidaAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público neste ano caíram de 50,40% para 50,30% do Produto Interno Bruto (PIB). Há quatro semanas, estas previsões estavam em 50,50% do PIB. Para 2007, as expectativas de mercado para a dívida líquida recuaram de 49,20% para 49,10% do PIB. A queda interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de estabilidade destas previsões, que estavam em 49,15% do PIB há quatro semanas.PIBCom queda de 0,02 ponto percentual da previsão do PIB, passando de 3,55% para 3,53%, as estimativas ficaram ainda mais distantes da projeção de 4% feita pelo próprio BC. As previsões de expansão da produção industrial neste ano, por sua vez, permaneceram estáveis em 4% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,11%. Para 2007, as estimativas de aumento do PIB continuaram estáveis em 3,70% pela 19º semana consecutiva. Já as estimativas de crescimento da produção industrial no próximo ano também não mudaram e prosseguiram em 4,50% pela 20º semana seguida.Balança comercialAs projeções do mercado financeiro para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 41 bilhões para US$ 41,20 bilhões. Esta foi a terceira alta seguida destas previsões, que estavam em US$ 40 bilhões há quatro semanas. As estimativas de superávit em conta corrente do balanço de pagamentos neste ano, por sua vez, ficaram estáveis em US$ 9 bilhões. O valor é o mesmo projetado há quatro semanas. Para 2007, as expectativas de superávit da balança comercial recuaram de US$ 35,73 bilhões para US$ 35,66 bilhões. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em US$ 35,72 bilhões. As previsões de superávit em conta corrente para o próximo ano caíram, ao mesmo tempo, de US$ 4,10 bilhões para US$ 4 bilhões. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 4,20 bilhões.Na terceira semana de agosto, o superávit foi de US$ 1,022 bilhão, resultado de US$ 3,011 bilhões em exportações (média diária de US$ 602,2 milhões) e de US$ 1,989 bilhão em importações (média diária de US$ 397,8 milhões). No mês, o saldo acumulado é de US$ 3,128 bilhões, e no ano, US$ 28,297 bilhões. Investimento estrangeiroAs projeções do mercado financeiro para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano subiram de US$ 15,50 bilhões para US$ 16 bilhões. Apesar da alta, o valor ainda é inferior aos US$ 18 bilhões projetados pelo próprio BC. Há quatro semanas, estas previsões estavam em US$ 15 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas de fluxo de IED continuaram estáveis em US$ 16 bilhões pela nona semana seguida.

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